Disque-Idoso passa a ser lei em Mato Grosso do Sul

Correio do Estado- MS

Foi aprovado ontem (16) o projeto de lei de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), que cria o Disque-Idoso em Mato Grosso do Sul, por meio de uma linha telefônica de três dígitos, gratuita, durante 24 horas.

Conforme o parlamentar, o Disque-Idoso terá por finalidade prestar informações ao idoso ou a seus cuidadores, sobre a existência e funcionamento dos principais serviços sociais a seu dispor na sede de seu município ou no polo regional a que ele pertença; orientar sobre direitos e deveres e receber denúncias da população referentes a idosos desaparecidos, abandonados, desmemoriados, em perigo, em situação de violência física ou psicológica.

O recebimento de denúncias será efetuado sem qualquer identificação, com sigilo absoluto, mediante um número de protocolo, preservando integralmente o anonimato. Já as despesas com a execução do Disque-Idoso serão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementares se necessário.

 

Idosos agredidos em Manaus chegam a quase 800 este ano

G1 GLOBO

Em todo o Amazonas, existem 210.255 pessoas idosas.
Desse total, 108.081 residem na cidade de Manaus.

O Dia de Conscientização Mundial da Violência Contra a Pessoa Idosa, celebrado nesta sexta-feira (15), traz um alerta à população. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que a cada dois minutos um idoso tem seu direito desrespeitado em todo o mundo. Em Manaus, cerca de 4 mil pessoas com idade acima de 60 anos enfrentaram algum tipo de agressão em 2011. Entre janeiro e maio deste ano, 795 sofreram algum tipo de violência, média de 159 registros ao mês. Em 2011, neste mesmo período foram 855 casos.

Apesar dos 60 registros a menos neste ano, a secretária executiva da Seas, Graça Prola, alertou para os registros de agressões na capital. Segundo ela, a estatística é alarmante. “No Amazonas ainda temos, apesar de todos os esforços do governo e da sociedade civil, um quadro preocupante. Ano passado registramos quase 4 mil agravos contra a pessoa idosa”, disse. Os dados apontam ainda que dos 11 homicídios registrados em Manaus, dois foram de violência doméstica familiar.

Segundo a secretária, crimes de furto (1.491), roubo (555) e ameaça (680) aparecem entre os mais incidentes. No setor do transporte coletivo, por exemplo, diversas denuncias chegam ao Conselho Estadual do Idoso (CEI) relatando que motoristas não param porque sabem que o idoso não paga passagem.

O Conselho Estadual do Idoso recebe diversas denúncias coletadas a partir de órgãos públicos e sociais. Os dados permitem montar um diagnóstico da violência contra a pessoa idosa em Manaus. A agressão domiciliar, abandono, negligência são apenas umas das situações as quais os idosos são submetidos.

Somente no Centro Integrado de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa, segundo dados do CEI, foram 4.890 atendimentos. Ainda em 2011, 361 idosos precisaram passar por atendimento psicológico. O Centro contabiliza ainda 1289 ocorrências graves de crimes contra idosos, coletados a partir de informações da polícia. O Núcleo da Defensoria Pública registrou 1.775 casos.

As 3.633 ocorrências registradas em Manaus estão distribuídas em diversas áreas da capital. A Zona Sul de liderou os registros, com 1.129 casos, seguida da Zona Leste, com 694. Na Zona Norte foram 660 registros; 422 casos na Centro-Sul; 400 casos na Zona Oeste. A Zona Centro-Oeste teve 328 ocorrências.

Para a secretaria executiva do Conselho Estadual do Idoso, Mirnia Santos, os números de violação dos direitos da pessoa idosa podem ser ainda maiores. “Os número de subnotificação são significativos, mas acreditamos que muitos casos não chegam a ser denunciados. Às vezes, o idoso fica com medo de denunciar pois, na maioria dos casos, ele precisa retornar para a casa do agressor e o agresso geralmente é um familiar”, explicou.

Mirnia Santos observou que o despreparo da família é um fator significante. Na maioria dos casos, segundo ela, os parentes não têm o entendimento do comportamento que uma pessoa idosa passa a desenvolver em função da idade. “A violência passa sim pelo desconhecimento. Por falta de entendimento a pessoa acaba maltratando e agredindo esse idoso pelos diversos comportamentos que são, muitas das vezes, comuns nesta etapa da vida”, disse. “Pedidos que idosos vítimas de maus tratos não silenciem e que procurem ajuda”, finalizou.

População idosa
Dados do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que em 2010 a população de pessoas com idade acima de 60 anos era de 20,5 milhões. Em todo o Amazonas, existem 210.255 pessoas idosas. Desse total, 108.081 residem em Manaus.

Idosa põe na cadeia golpistas de telefone

Plínio Delphino – O Estado de S.Paulo

Após ser enganada por três vezes e dar aos bandidos R$ 13 mil, dona de casa de 84 anos vai à polícia e dois acusados acabam presos

O “telemarketing do crime” – golpe praticado por telefone de dentro de cadeias – tem focado principalmente os idosos. Mas, na tarde de anteontem, a vítima, uma dona de casa de 84 anos, partiu para a revanche. Resultado: a polícia conseguiu prender os dois homens acusados de participar da extorsão.

Hélio Torch/Futura PressVítima. Lourdes achou que estava pagando dívidas da sobrinha depois de acidente inventado
Já era a quarta tentativa de achaque contra a idosa. Nas três primeiras investidas, os dois bandidos conseguiram tirar dela R$ 13 mil. O drama começou na quarta-feira da semana passada, quando Lourdes Martins da Nóbrega atendeu o telefone e um homem disse que sua sobrinha havia sofrido um acidente. Ao lado dele, uma mulher se fazia passar pela jovem. “Sua sobrinha sofreu um acidente de carro. Já consertei o outro veículo, que ela danificou. Agora quero receber o que é meu, ou então ela vai ficar em maus lençóis”, dizia.

O suposto mecânico exigiu R$ 3 mil no ato, para ser entregue a um motoboy. Lourdes correu até o banco e fez o saque. Em seguida, apareceu em sua casa um motoboy de 1,90m, com capacete cor-de-rosa. “É para mim que o dinheiro deve ser entregue”, dizia. “Não fiquei com medo. Pensei que estava ajudando minha sobrinha a resolver um problema sério”, disse Lourdes.

Na quinta-feira, o bando voltou a telefonar. Pediu R$ 5 mil para despesas médicas. “Dessa vez foi a mulher, passando-se por Carla, a sobrinha”, afirmou o delegado Genésio Leo Júnior, titular do 35.º Distrito Policial, no Jabaquara, zona sul. Novamente a dona de casa entregou dinheiro ao grupo. Na sexta-feira, nova investida da quadrilha: pedido de mais R$ 5 mil para custear a internação no hospital.

A idosa fez três pagamentos para os golpistas, no total de R$ 13 mil. O dinheiro era sempre entregue dentro de envelopes para o motoboy, que ia até sua residência na Vila Mascote, zona sul. Depois de relatar os pagamentos a parentes, Lourdes foi convencida de que havia caído em um golpe. Ela foi levada ao 35.º DP para registrar boletim de ocorrência. Enquanto estava na delegacia, recebeu nova ligação e foi orientada rapidamente pelos policiais a dizer que daria mais um envelope com dinheiro aos criminosos.

Na quarta vez em que foi até a casa, o motoboy foi preso em flagrante. Ele negou envolvimento no golpe e disse que os envelopes eram entregues a um mecânico, que também acabou detido. Marcelo Rocha Moreira, de 28 anos, e Everson Carmo da Cruz, de 26, foram autuados em flagrante pelo delegado Genésio Leo Júnior. Ele espera agora chegar aos comparsas, responsáveis pelos telefonemas. E à mulher que se passou pela sobrinha.

Alvos. Após a divulgação da prisão dos bandidos, o 35.º Distrito Policial recebeu pelo menos dez telefonemas de vítimas do mesmo golpe, 90% idosos.

PRESTE ATENÇÃO…
1.Não divulgue dados. Oriente familiares e empregados a nunca dar informações ou números de telefone a desconhecidos. É a forma de os bandidos conseguirem dados sobre as futuras vítimas do golpe.
2. Confirme. Ao receber uma ligação de um suposto sequestrador, desligue o telefone e procure o parente que estaria em poder dos bandidos.
3. Denuncie. Procure a Polícia Militar, principalmente se não conseguir falar com a pessoa que supostamente está sequestrada.
4. Pense duas vezes. Não aceite ligações a cobrar e duvide do choro das supostas vítimas.



MP encontra mais de 65 idosos encarcerados, sob maus tratos

Fonte: Terra Magazine
Marcela Rocha


Na manhã desta quarta-feira, 16, foi preso Paulo César Souza Fonseca, policial civil e proprietário da Associação Comunitária Tio Paulinho, em Simões Filho, subúrbio de Salvador. A associação recebia verba estatal e mantinha mais de 65 idosos em cárcere privado e sob maus tratos: nus, sujos de fezes e alojados em acomodações com grades.

A “Operação Bom Pastor”, comandada pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), encontrou os idosos em situação “mais do que degradante”, segundo a promotora de Justiça Ana Rita Nascimento.

Ao chegar na associação, “insalubridade, cárcere privado, maus tratos e apropriação inepta dos cartões de benefícios”, lista a promotora. “Eu passei mal quando os encontrei”, confessa.

Quarto\

- Eles chamam aquilo de quarto? Onde já se viu quarto com grades, trancas, cadeados e fechados à chave? Alguns deles estavam nus em meio a fezes. Meu dia começou péssimo hoje. Uma coisa terrível. Nem falo, só quem esteve aqui é que pode dizer. Sem higiene nenhuma, prefiro nem falar sobre isso.

Ana Rita é a coordenadora do Gaeco e explica a Terra Magazine como se deu a operação:

- As investigações estão acontecendo há dois anos. Nós recebíamos noticias de alguns parentes. Alguns cartões de benefícios que os idosos recebiam não eram repassados a eles pelo senhor Paulo.

“Por lei estadual, essa associação é entidade de interesse público, recebe verba estatal”, enfatiza Ana Rita para depois acrescentar que foi preciso pedir as contas da empresa ao Tribunal de Contas do Estado. Paulo César Souza Fonseca pode ser condenado, entre outros crimes, por improbidade administrativa.

Neste momento, os idosos estão sendo submetidos a perícia, para que sejam constatadas as possíveis lesões corporais, maus tratos e o sofrimento físico e mental a que foram submetidos. Depois, serão encaminhados para a Casa de Repouso Bom Jesus, no subúrbio de Salvador.

Sob os (des)cuidados da Associação de Paulo César Souza Fonseca, eles não tinham nenhum acompanhamento médico. Havia apenas uma técnica em enfermagem, que trabalhava como voluntária.

Para a promotora, “infelizmente, após essa investigação criminal, existe o que se chama de reverberação”. Ela explica que será questionado às famílias o estado em que deixaram os seus entes. “Elas entregaram seus parentes para se livrar do problema? Temos que ver a responsabilidade de cada família para com os seus idosos”, conclui e adianta que fará questão de se valer do Estatuto do Idoso para defender as vítimas.

Os familiares dos idosos podem encontrá-los no seguinte endereço:

Casa de Repouso Bom Jesus
1ª Travessa Bela Vista – Tubarão – Subúrbio Ferróviário
Salvador-Bahia
Como chegar: No fim de linha, entra na segunda rua à direita. A Casa de Repouso fica em um imóvel branco, que já funcionou como colégio, ao lado do Bar de Luciano.

Mau atendimento em unidades de saúde pode expor idosos à violência

Da Agência Estado

Mau atendimento em unidades de saúde pode expor idosos à violência Por Antonio Carlos Quinto, da Agência USP São Paulo, 18 (AE) – Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, que avaliou o atendimento a idosos em uma unidade pública de saúde de São Paulo, mostra como estas pessoas são as mais vulneráveis ao mau atendimento de parte dos servidores. “Os profissionais daquela unidade chegam a atuar de forma violenta, mesmo que involuntariamente.

Não podemos generalizar e dizer que isso ocorre em todo o serviço público de saúde”, alerta a assistente social Marilia Viana Berzins. Em sua tese de doutorado Violência institucional contra a pessoa idosa: a contradição de quem cuida, a pesquisadora analisou a percepção de 16 profissionais de um serviço de emergência, entre atendentes, auxiliares de enfermagem, enfermeiros, capelão e assistentes sociais, à exceção dos médicos.

“Mesmo sabendo que algumas práticas no atendimento aos idosos beiram a violência, os profissionais envolvidos preferem culpar o colega ou até mesmo a instituição”, explica Marilia. Segundo ela, o Ministério da Saúde identifica nove exemplos de situações em que há violência em relação ao idoso. “Os profissionais identificaram seis situações que prejudicam o atendimento ao idoso: a peregrinação, ou seja, a desinformação nos setores que leva o paciente a ir a vários lugares fora e dentro do próprio serviço; falta de escuta e tempo para o usuário; frieza, rispidez, falta de atendimento e negligência; maus tratos com usuários motivados por discriminação quando a questão é a idade; detrimento das necessidades e direitos do usuário; proibição ou obrigatoriedade de acompanhantes com horários rígidos e restritos.

Em relação ao último item identificado, Marilia ressalta que o acompanhamento do idoso em internações hospitalares é um direito, de acordo com o Estatuto do Idoso. “O fato de ser um direito não o torna obrigatório. Na unidade de saúde estudada os servidores tornavam o acompanhamento obrigatório, causando problemas às famílias do idoso”, revela.

Entender a velhice
A pesquisadora aponta que um dos principais problemas entre os funcionários é como eles enxergam a velhice. “Em geral vêem como uma coisa ruim, até mesmo como uma doença. Uma situação que não desejam a si próprios”, lamenta Marilia. Ela lembra que, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2007, o Brasil possui 19 milhões de idosos. “Em 2030 as projeções indicam que poderemos ser 32 milhões de pessoas idosas”, cita a pesquisadora.

Entre as estratégias propostas no trabalho para melhorar essa situação, Marilia destaca uma melhor qualificação e capacitação dos funcionários que atuam no serviço público de saúde. Mas ela ressalta que o problema também está na gestão destes órgãos. “Profissionais e gestores têm de se conscientizar que velhice não significa doença e nem pobreza. O envelhecimento não é um problema social, como muitos consideram”, destaca. “É preciso discutir junto com todos os setores envolvidos o envelhecimento humano. As causas podem estar no próprio processo de trabalho. “É preciso reorganizá-lo, pois as formas de violência muitas vezes são sutis”, revela.

O cidadão, por sua vez, não reclama do mau atendimento, como salienta a pesquisadora. E isso não acontece apenas com os mais idosos, mas com a maioria das pessoas que dependem dos serviços. “Como pude verificar em outros estudos, eles não reclamam por medo de não serem atendidos.” O estudo de Marilia teve a orientação da professora Helena A. Wada Watanabe, do Departamento de Prática de Saúde Pública da FSP da USP.

Dia Mundial de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa na Cinelândia

O Dia Internacional de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa, comemorado nesta segunda-feira, será marcado por um grande ato, de 10h às 14h, na Praça Cinelândia, no Centro do Rio. A ação da Secretaria Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida tem como objetivo a conscientização sobre o problema, sensibilizando a população através de esquetes teatrais e distribuição de folhetos.

As pessoas que passarem pelo local podem participar de um circuito de atividades que simulam as limitações enfrentadas pelos idosos no dia-a-dia, em decorrência da idade. Os voluntários a participar das brincadeiras vão se locomover carregando uma mochila com peso ou usando óculos embaçado, além de conversar com algodão nos ouvidos.

Matéria publicada no site Sidney Rezende

Agressão a idosos ocupa o quarto lugar de denúncias em SP

SÃO PAULO – Os casos de agressão contra idosos em São Paulo motivam cerca de 200 ligações ao Disque Denúncia todos os meses. O crime só perde para denúncias de tráfico de drogas, jogos de azar e agressões contra crianças. A Secretaria de Segurança Pública não tem estatísticas sobre crimes contra idosos. No estado, as agressões levaram 108 mil pessoas com mais de 60 anos aos hospitais da rede pública em 2004, de acordo com o SUS.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB, por esses motivos, pretende lançar uma campanha de combate à violência contra o idoso segunda-feira. Amanhã é comemorado o Dia do Idoso.

O número de agressões pode até ser maior – opina Maria Elisa Munhol, presidente da Comissão de Defesa do Direito do Idoso da OAB.

Os idosos não têm o costume de reclamar. Por isso, o estado não tem estatística – afirma.

Desde março de 2007, a OAB encaminhou 420 processos à Promotoria do Idoso. Desses, 50 foram arquivados.

É um esforço conjunto. Precisa divulgar mais – diz Maria Elisa.

A campanha da OAB também vai revelar um panorama dos asilos do estado. Desde 2007, foram fechados 15 clínicas em Guarulhos, Praia Grande e no bairro de Santo Amaro, zona sul da capital.

Em todo o Brasil, apenas 1% da população idosa está em asilos.

Esse tipo de lugar tem que ser uma opção segura para o idoso, principalmente àquele que tem problemas de locomoção – diz a pesquisadora Ana Amélia Camarano, que deve concluir um estudo sobre asilos em São Paulo até dezembro.

O Brasil possui 19 milhões de idosos, ou seja, cerca de 10% da população, de acordo com o IBGE. A população idosa do país aumentou duas vezes e meia a mais do que a população jovem, entre 1991 e 2000. Até 2020, os brasileiros com 60 anos ou mais deverão somar 25 milhões de pessoas, ainda segundo dados do IBGE.

O Globo online

Ipea e Ministério da Previdência discutem proteção para o idoso no futuro

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O aumento da expectativa de vida do brasileiro e as projeções de crescimento expressivo da população de idosos favorecem uma discussão madura sobre o redirecionamento das ações de Previdência Social e de inserção do idoso na política de desenvolvimento, principalmente na “fase de transição demográfica” em que isso ocorrerá. A afirmação foi feita hoje (9) pelo secretário de Políticas Públicas de Previdência Social, Helmut Schwartz, em entrevista na qual apresentou o livro Envelhecimento e Dependência: Desafios para a Organização da Proteção Social
Elaborado por quatro especialistas no assunto, o livro mostra a situação do idoso em outros países e as mudanças que o Brasil precisará fazer para o tratamento desse segmento, que em 2040 representará 27% da população do país, conforme projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O aumento da expectativa de vida no país foi constatado em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o diretor de Estudos Sociais do Ipea, Jorge Abraão, que os recursos provenientes da exploração da camada de pré-sal (petróleo retirado de grandes profundidades no mar) poderão dar outra dimensão à assistência social, com o surgimento de uma nova realidade econômica e social. Ele ressaltou que a população que está envelhecendo vai precisar de bens e serviços e de contar com um conjunto de oportunidades que poderão ser geradas por tais recursos.
De acordo com Abraão, o assunto deve começar a ser discutido em universidades e em outros organismos da sociedade civil, “porque as soluções para o idoso, no futuro, com certeza não vão vir da família, que se candidata a ser cada vez menor”.
Schwartz, no entanto, discordou de Abraão, afirmando que ainda é cedo para contar com o pré-sal. Para ele, a manutenção da Previdência Social deve vir da contributiva, e não da fiscal, ou seja, a manutenção do sistema não pode ser feita de forma distributiva para ter um nível de equilíbrio. Schwartz lembrou que a sustentabilidade do sistema de proteção social no Brasil existe na proporção de três quartos de contribuição e um quarto de impostos
O secretário disse que é preciso conhecer o verdadeiro quadro de idosos no país, pois as informações atuais não são precisas. Os adultos de hoje formarão o contingente que em 2040 será de 55,5 milhões de idosos (pessoas com mais de 60 anos), contra 14,5 milhões em 2000. As projeções para 2010 indicam que haverá 13 milhões de pessoas com mais de 80 anos, contra 1,8 milhão em 2000 .
O estudo do Ipea divulgado hoje destaca que “o envelhecimento da população tem exigido que as sociedades convivam com a dependência funcional, decorrente da perda de autonomia advinda da deterioração das condições físicas e mentais do ser humano. Esse fenômeno coincidiu com mudanças sócio-culturais relacionadas à maior participação feminina no mercado de trabalho e à alteração na estrutura e tamanho das famílias, com impactos significativos sobre as possibilidades de previsão de necessidades de cuidados no âmbito familiar”.
O Ipea diz que isso fez com que o tema se tornasse relevante para a agenda pública da proteção social. Conforme o estudo, outro ponto que chama a atenção é que a mulher idosa no futuro vai requerer maiores cuidados que o homem
A publicação mostra estatísticas indicando que a taxa de crescimento da população da América Latina maior de 60 anos se acelerará nas próximas décadas e passará, entre 2000 e 2025, de 40 milhões para 96 milhões de pessoas. Até 2050 é esperado o ingresso de mais 85 milhões de pessoas nessa faixa etária. Os idosos vão representar 22,6% da população em 2050 (7,9% em 2000) quando uma em cada quatro pessoas na região será idosa.
Para Schwartz, o fator previdenciário é, no momento, a melhor alternativa que o governo tem para a sustentabilidade da previdência pública, num momento em que cresce a expectativa de vida da população.

Campanha de combate à violência contra idosos começa hoje

Comissão de Defesa dos Idosos investiga o caso de agressão contra um aposentado de 93 anos no interior de SP
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo lança hoje (29) uma campanha de combate à violência contra os idosos.
Sábado, foi lembrado o Dia do Idoso no país. Dados do SUS (Sistema Único de Saúde), de 2004, mostra que 108 mil idosos foram internados em decorrência de violência ou acidente, sendo que 3% desse total correspondem a agressões físicas.
“São 3.000 agressões registradas oficialmente, mas certamente temos um número muito maior que não consta nas estatísticas. A nossa Comissão de Defesa dos Idosos tem atuado com rigor em todos os casos, na qual é chamada a intervir”, disse o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso.
A Comissão também acompanha o caso de agressão contra um aposentado de 93 anos na cidade de Bilac (523 km de SP). Ele foi agredido por duas acompanhantes com como tapas, chutes, puxões de orelha e de cabelo, estrangulamento e jatos de água no rosto.
“Precisamos dar visibilidade para essa violência silenciosa contra o idoso, praticada em instituições públicas e privadas e, muitas vezes, dentro de casa”, disse Maria Elisa Munhol, presidente da Comissão do Idoso da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo.
Fonte: JC.net

Violência contra idosos é uma das maiores causas de internação

RIO – O Ministério da Saúde pretende identificar, através dos cuidadores formados nas escolas técnicas de saúde e das equipes do Saúde Família, casos de violência contra idosos. Segundo o órgão, a violência em idosos é uma das grandes causas de internação, com risco de óbito. Vinte e sete por cento das 93 mil internações de idosos são em decorrência de violência e de agressões.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal da Bahia, de um grupo de 810 vítimas de violência (574 mulheres e 236 homens), 640 eram pobres, 134 de classe média baixa, 25 de classe média e 11 de classe média alta.

O país tem hoje 18 milhões de idosos, ou seja, 9,6% da população, com a sexta maior população de terceira idade do mundo.

Fonte: O Globo

Filhos usam tecnologia para monitorar pais idosos

 

Elizabeth Olson
A primeira coisa que Lynn Pitet faz a cada manhã é verificar em seu computador se sua mãe, Helen Trost, saiu da cama, tomou seus remédios e está se movimentando pela casa em que vive, a centenas de quilômetros de distância.
Na metade do ano passado, o marido de Trost morreu depois de um derrame, mas ela optou por se manter na casa em que vive há 36 anos. Não queria ninguém vivendo na casa para cuidar dela, e não pode mais dirigir. Aos 88 anos, ela sofre de degeneração macular e usa remédios para prevenir convulsões, perda de memória e problemas musculares nas pernas.
Ela é uma mulher valente”, disse Pitet sobre a mãe. “Quando toma os remédios, tudo fica bem, mas mesmo assim eu vivo com medo porque ela está sozinha”.
Pitet e a irmã decidiram se tornar parte do número pequeno mas crescente de pessoas que fazem instalar sensores de movimento e de monitoramento remoto para manter em segurança parentes idosos. Sensores afixados às paredes registram o momento em que Trost sai da cama e se ela vai ao armário de remédios, e alertam as filhas quanto a quaisquer desvios em sua rotina que possam indicar um acidente ou enfermidade. A família é mantida informada por um relatório eletrônico atualizado a cada manhã.
Sistemas de monitoração como esse, que vão vem além dos botões de emergência que existem há anos para uso doméstico, ainda não estão disponíveis em muitas casas. Alguns dos idosos se preocupam com a invasão de sua privacidade, e o custo básico do pacote pode variar entre US$ 50 e US$ 85 (R$ 81 e R$ 138) ao mês para o pacote de sensores e de aparelhos de monitoramento remoto escolhidos pela família de Trost. Pacotes mais abrangentes podem incluir aparelhos que acompanham a pressão sangüínea dos pacientes, seu peso e seu ritmo respiratório.
Os especialistas em envelhecimento dizem que esses sistemas se tornarão mais e mais comuns à medida que os membros da geração baby boom (os norte-americano nascidos entre 1946 e 1964) se aproximam de idade nas quais problemas físicos ou outros como diabetes ou dificuldades para enxergar podem ameaçar sua capacidade de viver independentemente.
O número crescente de pacientes do Mal de Alzheimer também pode ajudar a estimular a adoção de tecnologias como os sensores de movimentos, que podem alertar quanto a desvios de rotina, bem como de rastreadores que informarão se remédios estão sendo tomados e botões para acionar serviços de emergência.
Os sistemas de tecnologia que permitem aos usuários continuar envelhecendo com independência, ou, como definem alguns, “vivendo sem sair do lugar”, ainda estão a anos de uma adoção mais generalizada, à espera de financiamento mais generoso para a pesquisa. Mas existem projetos em curso para o teste de aparelhos de alta tecnologia, entre os quais sensores sem fio e aparelhos de regulagem da temperatura, da luz e dos eletrodomésticos de uma casa, bem como de monitores médicos sofisticados.
Pesquisadores da Intel estão desenvolvendo aparelhos como um “bracelete de memória”, que vibra em um momento especificado para lembrar o usuário de consultas médicas ou de tomar seus remédios. Em testes, há também tapetes com sensores integrados – Eric Dishman, diretor de pesquisa de produtos da empresa os define como “tapetes mágicos” – e sensores integrados às roupas, que medem mudanças na passada, a fim de evitar quedas.
Reconhecendo o potencial comercial de tecnologias para ajudar as pessoas que estão envelhecendo, dezenas de empresas norte-americanas como a GE Healthcare, IBM e Medtronic dois anos atrás formaram a Continua Health Alliance, para desenvolver produtos que ajudem pessoas mais velhas. A despeito dos projetos, dos testes e do interesse comercial, Dishman diz que os Estados Unidos estão “ficando para trás” no que tange às tecnologias de assistência aos idosos, se comparados à Europa.
Ainda não conduzimos trabalho de pesquisa e desenvolvimento em volume suficiente para provar que essas tecnologias funcionam”, disse ele. “Nenhum de nós quer colocar em casas de idosos tecnologias que não tenham sido testadas”.
Ele informou que a União Européia havia destinado US$ 1,5 bilhão em verbas para financiar o desenvolvimento de tecnologia de assistência à vida independente.
No ano passado, a Intel formou uma parceria com o governo da Irlanda para criar o Centro de Pesquisa de Tecnologia para a Vida Independente, conhecido como Tril, em Dublin, para inventar e testar tecnologias que auxiliem os idosos e enfermos a manter vidas independentes.
Até agora, disse ele, uma dúzia de outros países e 30 universidades solicitaram a assistência do Tril.
Algumas empresas prestadoras de serviços de saúde começaram a equipar seus clientes com aparelhos que se enquadram às suas necessidades. A NewCourtland Elder Services, que presta assistência de saúde a cerca de duas mil pessoas em Filadélfia, iniciou um programa piloto de um ano de duração, em 2006, acompanhando 33 pacientes que viviam sozinhos, por meio de sensores remotos que acompanhavam as mudanças em sua saúde ou padrões de atividade que poderiam exigir intervenção médica rápida, disse Kim Brooks, vice-presidente de habitação e serviço na NewCourtland.
Um dos pacientes é Cleora Colley, 77, técnica farmacêutica aposentada que usa uma cadeira de rodas desde que perdeu as duas pernas devido ao diabetes. Ela mora sozinha em um condomínio para idosos, e um sistema remoto mede sua pressão e envia dados a um centro de monitoramento, que notifica Colley e seu médico sobre quaisquer mudanças. “Eu vivo por minha conta, mas não estou sozinha”, disse Colley, acrescentando: “realmente aprecio a minha independência”.
Tradução: Paulo Migliacci ME

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA – Idosos, as vítimas invisíveis

Renata Mariz

Casos recentes como a morte da menina Isabella Nardoni, em São Paulo, e a tortura sofrida por uma garota de 12 anos, em Goiânia, comovem o país pelo grau de crueldade e por se tratar de violência no ambiente doméstico. Mas não são apenas as crianças que padecem desse tipo de violação. O idoso, que representa atualmente cerca de 10% da população brasileira, também é uma vítima quase sempre invisível dentro de lares muitas vezes acima de qualquer suspeita.

Levantamento feito no Rio de Janeiro, com base nas ocorrências policiais de maus-tratos contra pessoas com mais de 60 anos, mostrou que 78,4% sofrem a agressão dentro de casa. O algoz, em 52,1% dos casos, é um parente ou o companheiro. No ano de 2006, base da pesquisa divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Rio, foram registradas 116 queixas, média de uma a cada três dias. Além de se repetirem país afora, as características das agressões constatadas contra idosos — dentro do lar e praticadas por familiares — assemelham-se ao perfil de violência contra crianças.

“Os dois tipos causam uma comoção social muito grande, mas quase sempre se revertem em penas leves. Não porque a Justiça se negue a aplicar uma punição mais rigorosa, e sim porque a pena estabelecida é essa. Dependendo da gravidade, a sentença será a prestação de serviços à comunidade”, observa Paula Ribeiro, defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa do Idoso no Distrito Federal. Ela destaca, porém, que não defende uma mudança na lei para torná-la mais rigorosa. “O que precisamos é de políticas públicas que atendam o idoso e o familiar, no acesso à saúde, na assistência social, por exemplo”, afirma Paula.

Passados quatro anos de promulgação do Estatuto do Idoso, só agora a maior parte dos estados está finalizando a implantação de centros de prevenção à violência, em parceria com o governo federal. “Mais do que receber denúncias, esses estabelecimentos servirão para executar as políticas, dar assistência, treinar cuidadores”, diz Jurilza Mendonça, assessora técnica da Secretaria Especial de Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República.

Mais condenações
Promotora atuante na área do idoso no Rio Grande do Norte, Iadya Gama Maio destaca que, com a consolidação dos centros de prevenção, as condenações de agressores na Justiça deverão se intensificar. São raros, hoje, casos de detenção. “No Juizado Especial Criminal, não tivemos condenações ainda, mas sim várias aplicações de transações penais. Mas isso porque os processos criminais são ainda recentes, muitos estão em andamento”, explica a promotora.

As prisões ocorrem, na maioria das vezes, em flagrante. Como no caso recente do cuidador que agredia um idoso de 83 anos em Taguatinga. Sem antecedentes criminais, entretanto, o réu primário acaba respondendo ao processo em liberdade. No Distrito Federal, reconhecido por ter um canal eficiente de denúncias em prol dos idosos, foram registradas 172 ocorrências de agosto para cá, só na Secretaria de Ação Social. A maior parte, 70, refere-se a maus-tratos.

A promotora Paula chama a atenção para a gravidade de outros tipos de violência contra o idoso. “Às vezes, a agressão psicológica, a negligência ou o abandono são piores do que os maus-tratos físicos. São tipos ainda mais invisíveis, que dificilmente vêm à tona”, destaca.

Com 80 anos, Edite Galindo Araquan conhece bem o sentimento de ser “jogada fora”. Ela ingressou recentemente com uma ação na Justiça para receber dos seis filhos — cinco homens e uma mulher — uma pensão. “Às vezes penso em desistir, não quero nada forçado, mas sei que é um direito meu. Meu marido faleceu há 33 anos, fui pai e mãe para eles. Trabalhei. Sempre zelosa, cuidei da roupa, da educação, nenhum se desviou. Hoje, todos têm vida confortável. Quatro são empresários. Mas quando a gente envelhece, não vale mais nada”, lamenta.

Segundo Edite, os cinco filhos que moram em São Paulo a mandaram vir morar, em outubro passado, no DF, cidade onde reside a única filha de Edite. “No tempo em que fiquei lá, me instalaram sozinha numa casa de um deles, só tinha o caseiro e a esposa morando. Estava ficando já sem voz, porque não tinha com quem falar. Isso é muito triste”, diz Edite.

Ela ressalta que os filhos mandam dinheiro de vez em quando para ela. Mas não há valores nem periodicidade certos, segundo Edite. “Alguns dos meus filhos até me incentivaram a entrar na Justiça, para que todos tenham o compromisso e ninguém fique sobrecarregado”, diz. Outro tipo de ocorrência comum no DF, segundo a promotora Paula, é a exploração financeira. Filhos, parentes, vizinhos se aproveitam dos rendimentos do idoso para benefício próprio.

Empréstimos forçados
Não são raros casos de coação para eles adquirirem empréstimos consignados junto a bancos. “Quando vamos averigüar, o idoso nem tinha conhecimento da transação. Muitas vezes o familiar falsifica a assinatura dele no banco e consegue fazer o empréstimo”, explica. Ações para garantir o acesso a medicamentos e tratamentos de saúde, de acordo com a promotora, também são recorrentes. Maus-tratos em instituições de longa permanência, nome oficial para os asilos, não são muito denunciados no DF. Uma das explicações é a fiscalização razoável feita pelos órgãos que compõem a Central do Idoso, entre eles o Tribunal de Justiça do DF, a Defensoria Pública e o Ministério Público. Uma resolução aprovada na última sexta-feira pelo Conselho Nacional do Idoso estabelece os termos do contrato que deve haver entre a instituição e o idoso. “Hoje, não há um documento prevendo que tipo de serviços o asilo tem de oferecer, quais suas obrigações com o idoso”, afirma a promotora Paula.

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Alguns dos meus filhos até me incentivaram a entrar na justiça, para que todos tenham o compromisso e ninguém fique sobrecarregado

Edite Galindo Araquan, aposentada

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Pesquisadora pede aulas de “noções de velhice”

De quem é a culpa? Cenas de cuidadores, parentes, conhecidos ou estranhos agredindo idosos causam revolta e sempre trazem uma dúvida. Essas pessoas seriam perversas por natureza ou há alguma explicação para o comportamento? Na avaliação da educadora e professora da pós-graduação em gerontologia da Universidade Católica de Brasília Altair Macedo, a resposta é relativa. “As agressões de hoje contra um idoso podem ser o reflexo de um comportamento violento que aquele mesmo idoso teve quando mais jovem. Sabemos que esses modelos se repetem”, afirma a especialista.

Outra hipótese, segundo Altair, é a desestruturação da família. “Temos de ver o problema de todos os lados, e não apenas culpar o parente, ainda que o que ele faça seja uma desumanidade. Muitas vezes aquele filho não tem como cuidar do pai, por falta de tempo, de dinheiro, de um lugar onde possa deixar o idoso enquanto trabalha”, diz a professora, que participou de um estudo intitulado Agressão contra o idoso na família.

Estresse
“Até o espaço físico contribui para os conflitos. Em casas pequenas, humildes, vimos que o neto começa a reclamar porque o avô fica muito tempo no banheiro, porque o avô quer ver um programa que ele não gosta.” Jurilza Mendonça, assessora técnica da Secretaria Especial de Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, destaca a situação delicada do responsável pelo idoso. “O cuidador, quando da família, muitas vezes vive sob forte estresse, porque não tem hora de folga, carrega todo o peso nas costas”, diz.

Para a professora Altair, o caminho para diminuir as agressões está na educação. “Se as escolas incluíssem no currículo, ainda que transversalmente, noções de velhice, estimulassem a interação com eles, ajudaria muito. Mas a mensagem, atualmente, é de que na nossa sociedade só vale quem é jovem e bonito”, critica. (RM)

Fonte: Correio Braziliense

Benedita da Silva recebe ministra do Quebec

 Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro

 A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, participou, nesta manhã de segunda-feira, de uma reunião com a ministra da Saúde e de Serviços Sociais de Quebec, no Canadá, Marie-Josée Guérette, no Palácio Guanabara. O objetivo do encontro foi apresentar à ministra programas nas áreas de direitos da mulher, políticas de juventude e para a terceira idade. Esses temas são considerados prioritários nos projetos do Governo do Quebec.culturais para os jovens, entre outros benefícios – garantiu.

- O governo do estado está tendo uma ação positiva de desenvolvimento nas comunidades do Rio. Temos nessas favelas, uma série de conflitos relacionados a violência, drogas e há muitas mulheres que são mediadoras desses conflitos. Nesses locais, estamos realizando palestras e aproveitando o trabalho feminino para as obras de desenvolvimentos que estão sendo executadas – explicou Benedita.

O Rio de Janeiro foi o primeiro estado do Brasil a assinar o Pacto Nacional de Enfrentamento da Violência Contra as Mulheres. Esses projetos estão sendo apresentados para desenvolver as ações de enfrentamentos da violência contra a mulher, de combate a aids, de direitos humanos das mulheres em situação de prisão e enfrentamento ao tráfico de pessoas.

- No ano passado, aconteceu a Conferência Estadual de Políticas para Mulheres , no estado. Esse processo envolveu cerca de oito mil pessoas e, com isso, saiu o Plano de Política para Mulheres do governo do estado nas áreas de educação, saúde, trabalho e renda, enfrentamento da violência e ocupação das mulheres no status de poder – relatou a secretária.

Segundo Benedita, não existia no Estado do Rio de Janeiro um programa direcionado para os jovens até a criação da Superintendência da Juventude. O Rio de Janeiro já dispõe, hoje, do Plano Estadual da Juventude, que criou o Conselho Estadual da Juventude. Este conselho é composto por representantes do governo e da sociedade civil.

- Inauguraremos seis centros de Referência da Juventude, sendo cinco deles implantados em comunidades carentes. Nesses locais, além de serem realizados atendimentos, também oferecerão serviços de qualificação, atividades

Na ocasião, a secretaria também destacou o trabalho da Delegacia do Idoso, em Copacabana, Zona Sul carioca, para onde são encaminhadas denúncias contra pessoas da terceira idade. Ela salientou que esse público pode também procurar atendimento na Defensoria Pública, onde há o Neap (Núcleo de Atendimento a Pessoa Idosa).

- Nesse ano teremos muitas ações para revertemos todos esses quadros aqui debatidos. Acho importante conhecermos práticas internacionais e todo o intercâmbio é bem-vindo. Essas trocas de informações são válidas para garantirmos melhores práticas – concluiu.

Estiveram presentes na reunião a conselheira de Cooperação de Quebec, Claire Piché, a presidente do Cedim (Conselho de Atendimento à Mulher), Cecília Soares, a Superintendente do Conselho do Idoso, Maria da Penha Franco, entre outros.

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