Disque-Idoso passa a ser lei em Mato Grosso do Sul

Correio do Estado- MS

Foi aprovado ontem (16) o projeto de lei de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), que cria o Disque-Idoso em Mato Grosso do Sul, por meio de uma linha telefônica de três dígitos, gratuita, durante 24 horas.

Conforme o parlamentar, o Disque-Idoso terá por finalidade prestar informações ao idoso ou a seus cuidadores, sobre a existência e funcionamento dos principais serviços sociais a seu dispor na sede de seu município ou no polo regional a que ele pertença; orientar sobre direitos e deveres e receber denúncias da população referentes a idosos desaparecidos, abandonados, desmemoriados, em perigo, em situação de violência física ou psicológica.

O recebimento de denúncias será efetuado sem qualquer identificação, com sigilo absoluto, mediante um número de protocolo, preservando integralmente o anonimato. Já as despesas com a execução do Disque-Idoso serão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementares se necessário.

 

Idosos agredidos em Manaus chegam a quase 800 este ano

G1 GLOBO

Em todo o Amazonas, existem 210.255 pessoas idosas.
Desse total, 108.081 residem na cidade de Manaus.

O Dia de Conscientização Mundial da Violência Contra a Pessoa Idosa, celebrado nesta sexta-feira (15), traz um alerta à população. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que a cada dois minutos um idoso tem seu direito desrespeitado em todo o mundo. Em Manaus, cerca de 4 mil pessoas com idade acima de 60 anos enfrentaram algum tipo de agressão em 2011. Entre janeiro e maio deste ano, 795 sofreram algum tipo de violência, média de 159 registros ao mês. Em 2011, neste mesmo período foram 855 casos.

Apesar dos 60 registros a menos neste ano, a secretária executiva da Seas, Graça Prola, alertou para os registros de agressões na capital. Segundo ela, a estatística é alarmante. “No Amazonas ainda temos, apesar de todos os esforços do governo e da sociedade civil, um quadro preocupante. Ano passado registramos quase 4 mil agravos contra a pessoa idosa”, disse. Os dados apontam ainda que dos 11 homicídios registrados em Manaus, dois foram de violência doméstica familiar.

Segundo a secretária, crimes de furto (1.491), roubo (555) e ameaça (680) aparecem entre os mais incidentes. No setor do transporte coletivo, por exemplo, diversas denuncias chegam ao Conselho Estadual do Idoso (CEI) relatando que motoristas não param porque sabem que o idoso não paga passagem.

O Conselho Estadual do Idoso recebe diversas denúncias coletadas a partir de órgãos públicos e sociais. Os dados permitem montar um diagnóstico da violência contra a pessoa idosa em Manaus. A agressão domiciliar, abandono, negligência são apenas umas das situações as quais os idosos são submetidos.

Somente no Centro Integrado de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa, segundo dados do CEI, foram 4.890 atendimentos. Ainda em 2011, 361 idosos precisaram passar por atendimento psicológico. O Centro contabiliza ainda 1289 ocorrências graves de crimes contra idosos, coletados a partir de informações da polícia. O Núcleo da Defensoria Pública registrou 1.775 casos.

As 3.633 ocorrências registradas em Manaus estão distribuídas em diversas áreas da capital. A Zona Sul de liderou os registros, com 1.129 casos, seguida da Zona Leste, com 694. Na Zona Norte foram 660 registros; 422 casos na Centro-Sul; 400 casos na Zona Oeste. A Zona Centro-Oeste teve 328 ocorrências.

Para a secretaria executiva do Conselho Estadual do Idoso, Mirnia Santos, os números de violação dos direitos da pessoa idosa podem ser ainda maiores. “Os número de subnotificação são significativos, mas acreditamos que muitos casos não chegam a ser denunciados. Às vezes, o idoso fica com medo de denunciar pois, na maioria dos casos, ele precisa retornar para a casa do agressor e o agresso geralmente é um familiar”, explicou.

Mirnia Santos observou que o despreparo da família é um fator significante. Na maioria dos casos, segundo ela, os parentes não têm o entendimento do comportamento que uma pessoa idosa passa a desenvolver em função da idade. “A violência passa sim pelo desconhecimento. Por falta de entendimento a pessoa acaba maltratando e agredindo esse idoso pelos diversos comportamentos que são, muitas das vezes, comuns nesta etapa da vida”, disse. “Pedidos que idosos vítimas de maus tratos não silenciem e que procurem ajuda”, finalizou.

População idosa
Dados do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que em 2010 a população de pessoas com idade acima de 60 anos era de 20,5 milhões. Em todo o Amazonas, existem 210.255 pessoas idosas. Desse total, 108.081 residem em Manaus.

Idosa põe na cadeia golpistas de telefone

Plínio Delphino – O Estado de S.Paulo

Após ser enganada por três vezes e dar aos bandidos R$ 13 mil, dona de casa de 84 anos vai à polícia e dois acusados acabam presos

O “telemarketing do crime” – golpe praticado por telefone de dentro de cadeias – tem focado principalmente os idosos. Mas, na tarde de anteontem, a vítima, uma dona de casa de 84 anos, partiu para a revanche. Resultado: a polícia conseguiu prender os dois homens acusados de participar da extorsão.

Hélio Torch/Futura PressVítima. Lourdes achou que estava pagando dívidas da sobrinha depois de acidente inventado
Já era a quarta tentativa de achaque contra a idosa. Nas três primeiras investidas, os dois bandidos conseguiram tirar dela R$ 13 mil. O drama começou na quarta-feira da semana passada, quando Lourdes Martins da Nóbrega atendeu o telefone e um homem disse que sua sobrinha havia sofrido um acidente. Ao lado dele, uma mulher se fazia passar pela jovem. “Sua sobrinha sofreu um acidente de carro. Já consertei o outro veículo, que ela danificou. Agora quero receber o que é meu, ou então ela vai ficar em maus lençóis”, dizia.

O suposto mecânico exigiu R$ 3 mil no ato, para ser entregue a um motoboy. Lourdes correu até o banco e fez o saque. Em seguida, apareceu em sua casa um motoboy de 1,90m, com capacete cor-de-rosa. “É para mim que o dinheiro deve ser entregue”, dizia. “Não fiquei com medo. Pensei que estava ajudando minha sobrinha a resolver um problema sério”, disse Lourdes.

Na quinta-feira, o bando voltou a telefonar. Pediu R$ 5 mil para despesas médicas. “Dessa vez foi a mulher, passando-se por Carla, a sobrinha”, afirmou o delegado Genésio Leo Júnior, titular do 35.º Distrito Policial, no Jabaquara, zona sul. Novamente a dona de casa entregou dinheiro ao grupo. Na sexta-feira, nova investida da quadrilha: pedido de mais R$ 5 mil para custear a internação no hospital.

A idosa fez três pagamentos para os golpistas, no total de R$ 13 mil. O dinheiro era sempre entregue dentro de envelopes para o motoboy, que ia até sua residência na Vila Mascote, zona sul. Depois de relatar os pagamentos a parentes, Lourdes foi convencida de que havia caído em um golpe. Ela foi levada ao 35.º DP para registrar boletim de ocorrência. Enquanto estava na delegacia, recebeu nova ligação e foi orientada rapidamente pelos policiais a dizer que daria mais um envelope com dinheiro aos criminosos.

Na quarta vez em que foi até a casa, o motoboy foi preso em flagrante. Ele negou envolvimento no golpe e disse que os envelopes eram entregues a um mecânico, que também acabou detido. Marcelo Rocha Moreira, de 28 anos, e Everson Carmo da Cruz, de 26, foram autuados em flagrante pelo delegado Genésio Leo Júnior. Ele espera agora chegar aos comparsas, responsáveis pelos telefonemas. E à mulher que se passou pela sobrinha.

Alvos. Após a divulgação da prisão dos bandidos, o 35.º Distrito Policial recebeu pelo menos dez telefonemas de vítimas do mesmo golpe, 90% idosos.

PRESTE ATENÇÃO…
1.Não divulgue dados. Oriente familiares e empregados a nunca dar informações ou números de telefone a desconhecidos. É a forma de os bandidos conseguirem dados sobre as futuras vítimas do golpe.
2. Confirme. Ao receber uma ligação de um suposto sequestrador, desligue o telefone e procure o parente que estaria em poder dos bandidos.
3. Denuncie. Procure a Polícia Militar, principalmente se não conseguir falar com a pessoa que supostamente está sequestrada.
4. Pense duas vezes. Não aceite ligações a cobrar e duvide do choro das supostas vítimas.



MP encontra mais de 65 idosos encarcerados, sob maus tratos

Fonte: Terra Magazine
Marcela Rocha


Na manhã desta quarta-feira, 16, foi preso Paulo César Souza Fonseca, policial civil e proprietário da Associação Comunitária Tio Paulinho, em Simões Filho, subúrbio de Salvador. A associação recebia verba estatal e mantinha mais de 65 idosos em cárcere privado e sob maus tratos: nus, sujos de fezes e alojados em acomodações com grades.

A “Operação Bom Pastor”, comandada pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), encontrou os idosos em situação “mais do que degradante”, segundo a promotora de Justiça Ana Rita Nascimento.

Ao chegar na associação, “insalubridade, cárcere privado, maus tratos e apropriação inepta dos cartões de benefícios”, lista a promotora. “Eu passei mal quando os encontrei”, confessa.

Quarto\

- Eles chamam aquilo de quarto? Onde já se viu quarto com grades, trancas, cadeados e fechados à chave? Alguns deles estavam nus em meio a fezes. Meu dia começou péssimo hoje. Uma coisa terrível. Nem falo, só quem esteve aqui é que pode dizer. Sem higiene nenhuma, prefiro nem falar sobre isso.

Ana Rita é a coordenadora do Gaeco e explica a Terra Magazine como se deu a operação:

- As investigações estão acontecendo há dois anos. Nós recebíamos noticias de alguns parentes. Alguns cartões de benefícios que os idosos recebiam não eram repassados a eles pelo senhor Paulo.

“Por lei estadual, essa associação é entidade de interesse público, recebe verba estatal”, enfatiza Ana Rita para depois acrescentar que foi preciso pedir as contas da empresa ao Tribunal de Contas do Estado. Paulo César Souza Fonseca pode ser condenado, entre outros crimes, por improbidade administrativa.

Neste momento, os idosos estão sendo submetidos a perícia, para que sejam constatadas as possíveis lesões corporais, maus tratos e o sofrimento físico e mental a que foram submetidos. Depois, serão encaminhados para a Casa de Repouso Bom Jesus, no subúrbio de Salvador.

Sob os (des)cuidados da Associação de Paulo César Souza Fonseca, eles não tinham nenhum acompanhamento médico. Havia apenas uma técnica em enfermagem, que trabalhava como voluntária.

Para a promotora, “infelizmente, após essa investigação criminal, existe o que se chama de reverberação”. Ela explica que será questionado às famílias o estado em que deixaram os seus entes. “Elas entregaram seus parentes para se livrar do problema? Temos que ver a responsabilidade de cada família para com os seus idosos”, conclui e adianta que fará questão de se valer do Estatuto do Idoso para defender as vítimas.

Os familiares dos idosos podem encontrá-los no seguinte endereço:

Casa de Repouso Bom Jesus
1ª Travessa Bela Vista – Tubarão – Subúrbio Ferróviário
Salvador-Bahia
Como chegar: No fim de linha, entra na segunda rua à direita. A Casa de Repouso fica em um imóvel branco, que já funcionou como colégio, ao lado do Bar de Luciano.

Mau atendimento em unidades de saúde pode expor idosos à violência

Da Agência Estado

Mau atendimento em unidades de saúde pode expor idosos à violência Por Antonio Carlos Quinto, da Agência USP São Paulo, 18 (AE) – Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, que avaliou o atendimento a idosos em uma unidade pública de saúde de São Paulo, mostra como estas pessoas são as mais vulneráveis ao mau atendimento de parte dos servidores. “Os profissionais daquela unidade chegam a atuar de forma violenta, mesmo que involuntariamente.

Não podemos generalizar e dizer que isso ocorre em todo o serviço público de saúde”, alerta a assistente social Marilia Viana Berzins. Em sua tese de doutorado Violência institucional contra a pessoa idosa: a contradição de quem cuida, a pesquisadora analisou a percepção de 16 profissionais de um serviço de emergência, entre atendentes, auxiliares de enfermagem, enfermeiros, capelão e assistentes sociais, à exceção dos médicos.

“Mesmo sabendo que algumas práticas no atendimento aos idosos beiram a violência, os profissionais envolvidos preferem culpar o colega ou até mesmo a instituição”, explica Marilia. Segundo ela, o Ministério da Saúde identifica nove exemplos de situações em que há violência em relação ao idoso. “Os profissionais identificaram seis situações que prejudicam o atendimento ao idoso: a peregrinação, ou seja, a desinformação nos setores que leva o paciente a ir a vários lugares fora e dentro do próprio serviço; falta de escuta e tempo para o usuário; frieza, rispidez, falta de atendimento e negligência; maus tratos com usuários motivados por discriminação quando a questão é a idade; detrimento das necessidades e direitos do usuário; proibição ou obrigatoriedade de acompanhantes com horários rígidos e restritos.

Em relação ao último item identificado, Marilia ressalta que o acompanhamento do idoso em internações hospitalares é um direito, de acordo com o Estatuto do Idoso. “O fato de ser um direito não o torna obrigatório. Na unidade de saúde estudada os servidores tornavam o acompanhamento obrigatório, causando problemas às famílias do idoso”, revela.

Entender a velhice
A pesquisadora aponta que um dos principais problemas entre os funcionários é como eles enxergam a velhice. “Em geral vêem como uma coisa ruim, até mesmo como uma doença. Uma situação que não desejam a si próprios”, lamenta Marilia. Ela lembra que, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2007, o Brasil possui 19 milhões de idosos. “Em 2030 as projeções indicam que poderemos ser 32 milhões de pessoas idosas”, cita a pesquisadora.

Entre as estratégias propostas no trabalho para melhorar essa situação, Marilia destaca uma melhor qualificação e capacitação dos funcionários que atuam no serviço público de saúde. Mas ela ressalta que o problema também está na gestão destes órgãos. “Profissionais e gestores têm de se conscientizar que velhice não significa doença e nem pobreza. O envelhecimento não é um problema social, como muitos consideram”, destaca. “É preciso discutir junto com todos os setores envolvidos o envelhecimento humano. As causas podem estar no próprio processo de trabalho. “É preciso reorganizá-lo, pois as formas de violência muitas vezes são sutis”, revela.

O cidadão, por sua vez, não reclama do mau atendimento, como salienta a pesquisadora. E isso não acontece apenas com os mais idosos, mas com a maioria das pessoas que dependem dos serviços. “Como pude verificar em outros estudos, eles não reclamam por medo de não serem atendidos.” O estudo de Marilia teve a orientação da professora Helena A. Wada Watanabe, do Departamento de Prática de Saúde Pública da FSP da USP.

Dia Mundial de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa na Cinelândia

O Dia Internacional de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa, comemorado nesta segunda-feira, será marcado por um grande ato, de 10h às 14h, na Praça Cinelândia, no Centro do Rio. A ação da Secretaria Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida tem como objetivo a conscientização sobre o problema, sensibilizando a população através de esquetes teatrais e distribuição de folhetos.

As pessoas que passarem pelo local podem participar de um circuito de atividades que simulam as limitações enfrentadas pelos idosos no dia-a-dia, em decorrência da idade. Os voluntários a participar das brincadeiras vão se locomover carregando uma mochila com peso ou usando óculos embaçado, além de conversar com algodão nos ouvidos.

Matéria publicada no site Sidney Rezende

Agressão a idosos ocupa o quarto lugar de denúncias em SP

SÃO PAULO – Os casos de agressão contra idosos em São Paulo motivam cerca de 200 ligações ao Disque Denúncia todos os meses. O crime só perde para denúncias de tráfico de drogas, jogos de azar e agressões contra crianças. A Secretaria de Segurança Pública não tem estatísticas sobre crimes contra idosos. No estado, as agressões levaram 108 mil pessoas com mais de 60 anos aos hospitais da rede pública em 2004, de acordo com o SUS.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB, por esses motivos, pretende lançar uma campanha de combate à violência contra o idoso segunda-feira. Amanhã é comemorado o Dia do Idoso.

O número de agressões pode até ser maior – opina Maria Elisa Munhol, presidente da Comissão de Defesa do Direito do Idoso da OAB.

Os idosos não têm o costume de reclamar. Por isso, o estado não tem estatística – afirma.

Desde março de 2007, a OAB encaminhou 420 processos à Promotoria do Idoso. Desses, 50 foram arquivados.

É um esforço conjunto. Precisa divulgar mais – diz Maria Elisa.

A campanha da OAB também vai revelar um panorama dos asilos do estado. Desde 2007, foram fechados 15 clínicas em Guarulhos, Praia Grande e no bairro de Santo Amaro, zona sul da capital.

Em todo o Brasil, apenas 1% da população idosa está em asilos.

Esse tipo de lugar tem que ser uma opção segura para o idoso, principalmente àquele que tem problemas de locomoção – diz a pesquisadora Ana Amélia Camarano, que deve concluir um estudo sobre asilos em São Paulo até dezembro.

O Brasil possui 19 milhões de idosos, ou seja, cerca de 10% da população, de acordo com o IBGE. A população idosa do país aumentou duas vezes e meia a mais do que a população jovem, entre 1991 e 2000. Até 2020, os brasileiros com 60 anos ou mais deverão somar 25 milhões de pessoas, ainda segundo dados do IBGE.

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