Senado aprova projeto que estabelece número máximo de horas de trabalho para o idoso

Senado aprova projeto que estabelece número máximo de horas de trabalho para o idoso.A Comissão de Assuntos Sociais deu parecer favorável ao projeto de lei da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) que altera a CLT.

A proposta define como idoso o trabalhador com sessenta anos de idade ou mais, delimita a jornada de trabalho e estabelece os limites de esforço físico permitido a essas pessoas.

Além disso, a proposta ainda reduz em 30 minutos o horário de trabalho em caso de atividades penosas, insalubres ou perigosas.

O relator da matéria, senador Flávio Arns(PSDB-PR), lembrou que, de acordo com dados do IBGE, estima-se que em 2020 os idosos devem representar mais de 11% da população.

Por isso, segundo ele, é preciso estabelecer regras de proteção para adequar o trabalho às condições dessas pessoas.

O projeto ainda impõe multa de 300 a três mil reais ao empregador que não cumprir as determinações previstas.

A proposta ainda precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados antes de virar lei.

Fonte: Jornal Noroeste/SP

Osteoporose deixa os ossos frágeis

A ação mais importante que se pode fazer para impedir ou reverter os quadros de osteoporose é o exercício. A atividade física estimula a formação e o fortalecimento dos ossos.

Independentemente da idade, pessoas que se envolvem em exercícios regulares têm maior densidade óssea. E o inverso também é verdadeiro – a inatividade pode tornar os ossos frágeis.

Essa conscientização é importante para o combate a essa verdadeira “epidemia silenciosa”, lembrada neste dia 20 de outubro

“Dia Mundial da Osteoporose”, uma doença comumente associada às mulheres na pós-menopausa, mas que também atinge a população masculina. Hoje, no mundo, há uma mulher em cada três e um homem em cada oito convivendo com a doença. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro, a partir da década de 1980, cresceu em dez anos.

A população idosa do País, hoje, corresponde a aproximadamente 11%. Estima-se que, em 2050, esse percentual chegue a 25%. Com o aumento da população idosa, o número de internações causadas por fraturas em quedas também se eleva.

Conforme dados do Ministério da Saúde, em 2008, fraturas de fêmur foram responsáveis por quase 33 mil internações na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), com gastos de mais de R$ 58 milhões.

Densitometria óssea

Para quem só ouviu falar da osteoporose a partir de alguns anos, quando ela se tornou mais conhecida, o reumatologista Sebastião Radominski lembra que a doença sempre existiu.

“Só que não tínhamos exames e equipamentos para diagnosticá-la com precisão”, frisa. No entender do especialista, apesar de todos os avanços, nada substitui o trinômio informação/orientação/prevenção.

A osteoporose é muito comum em pessoas idosas. A doença torna os ossos frágeis e sujeitos às fraturas. Segundo estudos, o risco de uma mulher ter fratura osteoporótica é maior que o risco combinado de câncer de mama, útero e ovário.

“Por isso, é fundamental que a osteoporose seja detectada precocemente e tratada para que se diminua o risco de fraturas e suas graves consequências”, alerta o especialista.

Segundo o endocrinologista Mauro Scharf, do Frischmann Aisengart/DASA, um dos principais problemas é o diagnóstico da doença, que não apresenta sintomas até que aconteçam as fraturas ósseas.

“Como normalmente os pacientes só percebem que têm a doença quando acontece a primeira fratura, é pouco comum conseguirmos um diagnóstico precoce, que seria feito por exames de densitometria óssea, avaliação clínica e pesquisa dos fatores de risco”, alerta o médico.

Considerado um sério problema de saúde pública, a osteoporose pode causar dor, perda da liberdade e autonomia dos movimentos, bem como fraturas graves que elevam o risco de morte. A perda da massa óssea ocorre mais intensamente nas mulheres após a menopausa. Os custos de tratamento são altos e o impacto sócio-econômico é grande.

Fatores de risco

Scharf explica que a densitometria óssea avalia a densidade dos ossos, em especial a coluna, o quadril e os pulsos. É um exame com baixa exposição à radiação, que não provoca dor ou desconforto, que consegue identificar sinais precoces de osteoporose ou de enfraquecimento ósseo.

A recomendação é que mulheres com mais de 65 anos, com menopausa precoce ou pós-menopausa, em uso de medicamentos corticóides, com diabetes tipo 1, doença hepática, renal ou de tireóide, realizem preventivamente um exame por ano.

Além da idade avançada, a história prévia de fratura e imobilização prolongada são importantes fatores de risco para a doença. Sebastião Radominski lembra que pessoas de etnia caucasiana, alguns fatores genéticos, os hábitos de vida (consumo abusivo de álcool, cafeína, tabagismo e drogas), baixa ingestão de cálcio e vitamina D, menopausa precoce ou menarca tardia, além de outras doenças endócrinas e do uso crônico de corticóides também são associados à osteoporose.

Hoje, os avanços científicos já permitiram a descoberta de diferentes formas de prevenção de fraturas osteoporóticas. Entre os diversos tipos de tratamento estão a terapia de reposição hormonal (TRH) e a administração de drogas que estimulam a formação de tecido ósseo. Até algum tempo, os tratamentos aprovados para a osteoporose atuavam, basicamente, apenas com a redução ou a interrupção da perda óssea.

O cálcio nos alimentos

* Leite de vaca pasteurizado 1 copo (200 ml) = 246 mg
* Queijo prato 15 gramas (uma fatia fina) = 126 mg
* Iogurte 1 pote (200 mg) = 240 mg
* Espinafre 100 gramas = 79 mg
* Escarola 100 gramas = 81 mg
* Folhas de abóbora 100 gramas = 477 mg
* Sardinha 30 gramas (uma porção pequena) = 86 mg

Sem dúvidas
Mulheres são as mais afetadas do que os homens. Geralmente, eles apresentam a doença a partir dos 70 anos. Elas estão sob o risco a partir dos 50 anos.

A doença não provoca dores, ela faz com que os ossos fiquem mais frágeis e propensos a fraturas.

Até o momento, a doença não tem cura, por isso a prevenção é importantíssima.

O uso prolongado de medicações, como corticóides e outras doenças podem levar à osteoporose em qualquer idade.

Atingir as quantidades recomendadas no consumo de cálcio ajuda a ganhar massa óssea e é condição básica para a eficácia de qualquer outro tratamento para a osteoporose.

As atividades físicas mais indicadas são caminhadas, alongamentos, ioga e até musculação, desde que supervisionados por um especialista

Fonte: Paraná Online

Estudo revela propriedades da cúrcuma contra o câncer

Jornal de Brasília

A curcumina, um corante natural oriundo da cúrcuma, tem capacidade de matar as células cancerígenas, segundo um estudo divulgado hoje por pesquisadores do Centro de Pesquisa do Câncer de Cork, na Irlanda.

Não é de hoje que os cientistas já conheciam as propriedades deste componente da cúrcuma – planta originária da Índia e utilizada no molho curry – para o tratamento de artrite e demência, e agora constataram seu poder como anti-cancerígeno.

Publicado na revista “British Journal of Cancer”, o estudo revela que a curcumina é capaz de destruir as células do câncer de garganta, abrindo caminho para novos tratamentos.

A médica Sharon McKennan e sua equipe constataram que a curcumina era muito eficaz e que em 24 horas começa o processo de destruição das células malignas.

Os investigadores descobriram que as células são capazes de se autodestruir, quando a curcumina dá sinais de destruição celular.

“Sabemos há tempos que os componentes naturais têm potencial para tratar de células defeituosas que se transformaram em cancerígenas, suspeitávamos que a curcumina poderia ter um valor terapêutico”, disse McKennan.

Leslye Walker, professor do Centro de Pesquisa do Câncer no Reino Unido, destacou que esta é “uma pesquisa interessante que abre a possibilidade para os componentes químicos naturais da cúrcuma possam ser utilizados em novos tratamentos contra o câncer esofágico”.

“Os índices de câncer no esôfago aumentaram mais de 50% desde os anos 70, em função da maior incidência de obesidade, o consumo de álcool e os problemas de refluxo, de modo que encontrar vias para prevenir esta doença são muito importante”, comentou Walker.

No mundo desenvolvido, este tipo de câncer é o sexto mais frequente e causa 5% das mortes pela doença.

Uma pitada de curry contra o câncer

Fonte: Jornal do Brasil

Cientistas dizem que composto encontrado na especiaria mata células cancerosas no esôfago

Uma molécula encontrada em um dos ingredientes do curry pode matar células de câncer do esôfago em laboratório, disseram cientistas ontem, sugerindo que a substância poderia ser desenvolvida como tratamento contra a doença.

Pesquisadores do Centro Cork de Pesquisas de Câncer, na Irlanda, trataram células de câncer do esôfago com curcumina – substância química encontrada no condimento cúrcuma, que confere ao curry sua cor amarela típica – e constataram que a substância começou a matar as células cancerosas em menos de 24 horas. As próprias células também começaram a digerir a si próprias, disseram os cientistas em estudo publicado no British Journal of Cancer.

Segundo Sharon McKenna, autora principal do estudo irlandês, a pesquisa mostrou que o cúrcuma mata as células cancerígenas “usando um peculiar sistema de mensagens celulares”.

Normalmente, células defeituosas morrem porque cometem um suicídio programado, que ocorre quando as proteínas chamadas caspases são ligadas na célula.

Porém, essas células não mostraram evidência de suicídio e a adição de uma molécula que inibe as caspases não fez diferença no número de células que morreram, sugerindo que o cúrcuma atacou as células cancerígenas usando um sistema de sinalização celular distinto.

Estudos científicos anteriores sugeriram que a curcumina fosse capaz de suprimir tumores e que as pessoas que comem muito curry podem ter tendência menor a apresentar a doença, embora a curcumina perca suas qualidades anticancerígenas rapidamente depois de ingerida. Mas, segundo McKenna, o estudo sugere a possibilidade de cientistas desenvolverem a curcumina como droga para o tratamento do câncer de esôfago.

Mor talidade O câncer do esôfago mata mais de 500 mil pessoas no mundo todos os anos. Os tumores são especialmente mortíferos. Os índices de sobrevivência dos doentes são de apenas entre 12% e 31%.

Pesquisadores americanos afirmaram em 2007 que o cúrcuma poderia ajudar a estimular células do sistema imunológico contra o mal de Alzheimer.

Balão gástrico de silicone é opção para quem quer emagrece

Fonte: Correio do Brasil

Regimes “milagrosos”, remédios que prometem transformar a silhueta e uma eterna briga com a balança e com o espelho. É assim a vida de milhares de pessoas com alguns ou muitos “quilinhos” a mais.

De acordo com o IBGE, no Brasil são 38,8 milhões de pessoas com 20 anos ou mais que estão acima do peso, o que significa 40,6% da população. E, dentro deste grupo, 10,5 milhões são obesos.

Diversos tipos de cirurgia da obesidade ganharam espaço na mídia nos últimos anos e se tornaram uma alternativa para quem está com o índice de massa corporal (IMC) acima de 40. No entanto, quem quer perder peso e não pode, não deve ou não quer se submeter a um procedimento cirúrgico, uma alternativa é o balão gástrico.

A procura pelo balão gástrico, que já é utilizado no mundo todo, cresce a cada ano no Brasil. A Silimed, única fabricante brasileira do balão, desenvolveu com o cirurgião-gastroenterologista Dr. Gustavo Carvalho, professor da Universidade de Pernambuco (UPE), um balão gástrico que pode ser implantado e retirado com segurança ambulatorialmente.

Em média, o paciente tem perdido 47,5% do excesso de peso após seis meses de uso do balão. Há alguns casos em que a perda pode chegar a todo excesso de peso.

O dispositivo é constituído por uma membrana esférica de silicone que proporciona perda de peso mais facilmente. O balão gástrico, ainda vazio, é inserido pela boca do paciente (sedado) via endoscopia. No estômago, ele é preenchido com solução salina contendo azul de metileno e contraste iodado (500 a 750ml).

A válvula é automaticamente lacrada quando o cateter de enchimento é removido. Até 40% do volume do estômago pode ser ocupado pelo balão, o que reduz bastante a vontade e a capacidade de comer.

– O procedimento de inserção é rápido, não necessita de anestesia geral ou internação hospitalar. É totalmente ambulatorial. Estima-se uma perda de peso em torno de 8 a 25 quilos por balão. O paciente deve ter acompanhamento médico e nutricional durante o tratamento bem como após a retirada do balão –, diz o médico.

Recentemente o balão gástrico da Silimed vem sendo muito utilizado também para fins estéticos. – Os pacientes estéticos (IMC abaixo de 30) apresentam resultados ainda mais promissores que os obesos graves– , completa Carvalho, que já teve dois artigos sobre sua experiência com o balão publicados na revista Obesity Surgery.

Apenas 2% dos pacientes apresentam rejeição ao balão e necessitam da retirada precoce do dispositivo. Efeitos adversos, como dor abdominal, vômitos e náuseas logo após a colocação, são controlados com medicamentos, sendo eventual a necessidade de internamento hospitalar por 24h para controle destes sintomas no dia seguinte a colocação.

Idosos bancam lares

Pesquisa mostra que 80% das casas em que eles moram dependem da renda de quem têm entre 55 e 73 anos de idade. Nas classes mais baixas, importância do INSS é maior

Rio – Oito em cada 10 idosos do País sustentam os lares em que vivem. Pesquisa do Bradesco Vida e Previdência constatou que 80% das pessoas entre 55 e 73 anos de idade são os provedores de suas casas, enquanto o restante é sustentado por parentes. O levantamento Longevidade Brasil, que entrevistou 2 mil pessoas de todas as regiões do Brasil, também demonstrou que, na classe C, idosos aposentados ou pensionistas mantêm 82% das residências. Na classe A, o percentual fica em 80%. Na B, é 76%.

José Carlos Libânio, cientista social responsável pelo estudo, explica a importância dos benefícios do INSS nas classes mais baixas. “Poder contar com uma renda certa e segura faz toda a diferença. A partir da aposentadoria, a renda se torna constante, o que antes podia não acontecer”, avalia.

A Previdência Social mudou a estrutura dos lares, que viam os idosos como um peso. Hoje, são arrimo de família. Muitas vezes, o aposentado não é o mantenedor da casa, mas ajuda na criação ou na educação de netos. João dos Santos Coimbra, 78 anos, é um deles. “Ajudo a pagar os estudos de meus dois netos. É a garantia da educação deles”, diz o fiscal de rendas aposentado.

Coimbra retrata a nova terceira idade, que não se conforma em ficar em casa, sem fazer nada. Ele é estudante do 8º período de Direito da Estácio — Campus Madureira — e diz que está feliz com a opção.

“Fiquei muito deprimido com a minha aposentadoria. Queria procurar um meio para preencher o meu tempo. Não estudava desde 1978 e sempre gostei da área de Direito. Além disso, a universidade tem um programa de desconto especial para quem está na terceira idade e para servidor público. Quando terminar o curso, vou tentar o registro na Ordem dos Advogados do Brasil, porque pretendo advogar”, planeja ele, que pensa em atuar na área de Direito Penal. “Eu recomendo às pessoas de idade que façam como eu, que não parem e estudem sempre. Estou muito feliz”, conclui o universitário.

Sociedade precisa se preparar para o futuro

O auditor fiscal do Trabalho Juarez Correia Barros Júnior é o organizador do livro “Empreendedorismo, Trabalho e Qualidade de Vida na Terceira Idade”, da Edicon. Ele diz que a experiência de reunir estudos sobre a nova geração de idosos mostra que a sociedade precisa se preparar para o futuro. “Uma das histórias emblemáticas do livro é a do ex-ministro e ex-presidente da Embraer e da Varig, Osíris Silva. Ele foi uma referência e mudou completamente de área. Hoje, é bem sucedido em empresa de biogenética”, explica.

Barros Júnior diz que ainda há preconceitos, como no serviço público, quando o idoso é obrigado a se aposentar aos 70 anos ou quando o aposentado volta ao mercado, adoece ou sofre acidente, mas não pode receber benefício por incapacidade no INSS. “Quem quer trabalhar tem que ser respeitado e não pode ser discriminado. A legislação tem que acompanhar”, defende.

UMA NOVA VISÃO DO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO

PREPARAÇÃO
Em 2015, o Brasil será o sexto país com o maior número de idosos do mundo. A Geap, que administra o plano de saúde dos servidores da União, começou a desenvolver programa de preparação para a aposentadoria voltado a seus assistidos. Em sua carteira, 48% têm mais de 60 anos. No Rio, há mais de 50%.

CURSOS
A diretora da Fundação Geap Regina Parizi, uma das organizadoras do livro “Empreendedorismo, Trabalho e Qualidade de Vida na Terceira Idade”, explica que o Programa Maturidade Saudável segue os princípios da Organização Mundial de Saúde (OMS) de envelhecimento ativo. “A premissa básica é que a pessoa se sinta feliz, tenha autonomia e a independência”, diz.

VIDA SOCIAL
A instituição faz cursos de preparação para a aposentadoria que começam quatro anos antes. Manter a atividade — seja em empreendimento próprio, novo emprego ou voluntariado — enriquece a vida social. “Pode acontecer de você se aposentar e se aposenta da vida social. Aí vem sentimento de solidão e exclusão social”, alerta Regina.

RENOVAÇÃO
A neurociência tem mostrado que o cérebro é como a musculatura e o esqueleto. Se não for usado e estimulado, entra em processo de desaceleração.

Font: O Globo -
POR LUCIENE BRAGA, RIO DE JANEIRO

Conselho discute irregularidades de bancos nos empréstimos consignados

Jornal de Brasília

A necessidade de regulamentação, pelo Banco Central, da concessão de empréstimos consignados aos aposentados e pensionistas pelas instituições financeiras foi discutida hoje (28) pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Em debate, estiveram os casos de irregularidades que têm ocorrido.

A representante da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas, Josepha Theotônia de Brito, denunciou, na ocasião, a utilização de procurações feitas em cartório para tirar empréstimos em nome dos segurados, alegando que esse documento só dá direito ao recebimento dos depósitos da Previdência aos segurados.

Ela defende que, se um banco não paga benefícios e não presta serviços ao INSS e ao segurado não deveria ter o direito de fazer empréstimo consignado. Josepha também criticou o assédio que os segurados sofrem por parte de intermediários, os chamados “pastinhas”, para contratar empréstimos.

O representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Evandro José Morello, disse que os abusos ocorrem porque as regras para concessão de empréstimos consignados a aposentados são frágeis. Segundo ele, há muitas ações na Justiça contra os bancos, além de ocorrências policiais, com denúncias de irregularidades, mas ele afirmou desconhecer que exista punição a alguma das instituições financeiras envolvidas.

O secretário executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, reconheceu que é necessário regulamentar os empréstimos consignados, o que seria de responsabilidade do Banco Central. Na sua opinião, bancos que cometessem irregularidades deveriam ser suspensos da atividade ou até mesmo proibidos de fazer as operações de crédito. Gabas destacou que a Previdência tem um número em que os aposentados e pensionistas podem fazer denúncias, gratuitamente, o 135.

A intermediação dos chamados “pastinhas”, que levam contratos em branco para os segurados assinarem, é que tornam os empréstimos até 40% mais caros. Gabas, no entanto, não considera uma boa medida reduzir o número de bancos que podem fazer empréstimos, o que, segundo ele, acabaria privilegiando os maiores que concentrariam a maior parte da demanda.

Segundo o secretário, o sistema de concessão de empréstimos consignados ainda deve ser aperfeiçoado, devendo ter uma regulamentação que estipule punições severas contra os abusos. O empréstimo tem que ser concedido a pedido do aposentado ou pensionista e a procuração que os segurados delegam, em nome de outra pessoa, só deve servir para receber benefícios e, não para qualquer outro tipo de transação, conforme ele destacou.

Projeto permitirá a idoso abater condomínio no IR

Fonte: O Globo – Autor(es): Vivian Oswald

BRASÍLIA. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou ontem um pacote de novos descontos do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF): gastos de idosos (mais de 65 anos) com condomínio e tributos como IPTU, IPVA e ISS poderiam ser abatidos, segundo o substitutivo do senador Gerson Camata (PMDB-ES) a sete projetos de mudanças na legislação do IR. Se o texto passar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa nas próximas semanas, o governo poderá arcar com uma conta de aproximadamente R$1 bilhão.

O relatório permite ainda deduzir despesas com condomínio pagas por idosos e com prestações imobiliárias de imóvel que não ultrapasse R$150 mil – desde que seja o único bem. Despesas, taxas e tributos sobre o imóvel só poderão ser descontadas do IR se o idoso morar no local. Para abater o condomínio – no limite de R$350 mensais -, o idoso terá de ser proprietário de um único imóvel e ter só uma fonte de renda.
O texto prevê também a dedução para despesas educacionais de crianças e adolescentes inscritos no Bolsa Família. Para especialistas, a proposta é importante, mas pode abrir uma brecha para abusos. A legislação atual já permite essa dedução, condicionada à guarda judicial do menor. O projeto elimina a exigência.

A oposição atropelou a base do governo, que não teve tempo de reagir. Agora resta ao governo agora tentar alterar ou conter o documento na CAE – mas desconto no IR é um tema delicado às vésperas de ano eleitoral.

Programa da secretaria de Saúde de SP assegura companhia a idoso

Agência Estado
Por AE

São Paulo – Um programa da Secretaria Municipal de Saúde, que completa um ano de implantação neste mês, colocou à disposição de idosos carentes uma equipe especializada, com médicos, enfermeiros, assistentes sociais e cuidadores – pessoas da própria comunidade que são remuneradas para “distraí-los” e tentar resgatar o mínimo de vida social de idosos.

Por dois anos, o Programa de Acompanhamento de Idosos foi apenas experimental, com duas equipes que atendiam cerca de 250 pessoas. Depois de se consolidar e ser até premiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o projeto foi regulamentado e ampliado. Agora, são 14 equipes especializadas. Desde outubro do ano passado, o número de atendimentos cresceu cinco vezes.

Cada equipe é formada por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, assistente social, cuidador e motorista. Na primeira etapa do programa, os profissionais avaliam o idoso e fazem um plano de trabalho para cada necessidade, com número de visitas e atividades a serem desenvolvidas.

Geralmente, como já está debilitado, não é o idoso que procura ajuda, mas um vizinho, familiar ou conhecido. Para isso, é preciso relatar o caso numa Unidade Básica de Saúde mais próxima. Nem todos que procuram a Prefeitura são beneficiados. É feita uma triagem com base em alguns critérios, como a limitação para fazer algumas atividades e a impossibilidade da família de exercer esses cuidados.

Saúde mais cara

Plano coletivo, empresarial ou por sindicato, poderá ter reajuste duplo por ano dependendo do aumento do uso pelos clientes

Rio – O novo adiamento da entrada em vigor das novas regras para os planos de saúde coletivos — do próximo dia 15 para 3 de novembro — traz de volta o risco da possibilidade de ocorrer mais de um reajuste anual no segmento. Esses planos são a maioria do mercado, com 30 milhões de usuários (72,5% do total), porque reúnem os empresariais e os por adesão, como de sindicatos e de associações. Eles passam por regulamentação da Agência nacional de Saúde Suplementar (ANS), que inicialmente havia previsto apenas um aumento das mensalidades por ano.

O duplo reajuste pode ocorrer em planos cujos contratos são revistos quando há excesso de uso. A ideia inicial da ANS era impedir o duplo reajuste na nova regulamentação, que deve mudar os critérios de carências para atendimento.

No caso dos planos coletivos por adesão, a proposta é que só tenha atendimento irrestritos os segurados e dependentes que ingressem no mês de aniversário do plano, ou seja, quando a empresa ou entidade firmou contrato. Quem adere em outro mês será obrigado a esperar pela data. Hoje, usuários de planos coletivos têm direito a atendimento logo após a contratação.

REAJUSTE PARA IDOSO

A aposentada Maria Clara Corrêa, de 66 anos, conseguiu vitória na Justiça contra o plano SulAmérica. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) obrigou a seguradora a devolver dinheiro cobrado a mais após reajustes considerados abusivos. Apesar de o Estatuto do Idoso proibir discriminação para os maiores de 60 anos, ela teve seu plano aumentado em 32,92% aos 61 e outro de 36,68%, aos 66 anos, índices muito acima da inflação e das demais faixas etárias. A devolução será de R$ 9.162,09, mas há possibilidade de recurso. A SulAmérica informou que não comenta decisões judiciais.
Fonte: O Dia Online

Inflação dos idosos

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) teve alta de 0,86% no terceiro trimestre, depois de acréscimo de 1,15% nos três meses antecedentes. Os números são da Fundação Getulio Vargas (FGV). No acumulado do ano, a variação registrada foi positiva em 3,56%. Em 12 meses, a elevação corresponde a 5,22%.
Fonte: Valor Econômico

Crédito consignado terá juro menor

Jornal do Brasil

RIO – O Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) aprovou ontem a redução dos percentuais de juros do crédito consignado para aposentados e pensionistas e para cartão de crédito. A redução foi aprovada por unanimidade.

Para as operações com crédito consignado em empréstimos pessoais, os juros ficam em 2,34% ao mês e, para o cartão de crédito, em 2,36%. Antes os percentuais eram de 2,5% para o empréstimo pessoal e de 2,5% para o cartão de crédito.

Para o ministro da Previdência Social, José Pimentel, a redução poderá ajudar a movimentar a economia.

– Os aposentados pagarão menos juros e, com isso, a renda mensal crescerá. O segundo fator é que nós estamos criando condições para que possamos ter na mão do aposentado e do pensionista uma margem maior de crédito com uma taxa de juros menor – afirmou.

Em agosto, o valor das operações de crédito consignado foi de R$ 1,84 bilhões. No acumulado do ano, o total chega a R$ 15,2 bilhões.

Na comparação com julho, houve um pequeno aumento na quantidade de operações, que passou de 20 mil em julho para 21 mil em agosto.

100 mil idosos vivem em asilos no País

Censo localiza 6 mil estabelecimentos onde maioria dos moradores é mulher; região Norte, porém, tem mais homens
O Estado de S. Paulo
Simone Iwasso

Dados preliminares de um levantamento inédito que está sendo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam a existência de 6 mil instituições de longa permanência para idosos no País, o nome formal para asilos, casas de repouso e geriátricas. Escondidos das estatísticas – já que eles entram no censo junto com outras instituições fechadas, como, por exemplo, presídios -, os asilos abrigam cerca de 100 mil idosos, a maioria mulheres viúvas, divorciadas ou solteiras. A exceção fica por conta da região Norte, onde 70% dos moradores são homens.

Pelo retrato, há 49 instituições na região Norte, 254 na Centro-Oeste, 815 na Sul e cerca de 2.000 apenas em São Paulo, local onde há a maior concentração. Apesar de a maior parte ser filantrópica, e relacionada a entidades religiosas, a dependência do financiamento público é grande. Mesmo assim, recebem do governo R$ 64 mensais para cada idoso abrigado – nos lugares regularizados, em bairros de classe média, o custo estimado por mês é de R$ 1 mil.

Coordenada por Ana Amélia Camarano, a pesquisa tem como parceiros a Secretaria Especial de Direitos Humanos e o Conselho Nacional dos Direitos do Idoso.

Confira 5 dicas para envelhecer com uma visão saudável

Fonte: - Terra – Vida e Saúde
Rosana Ferreira

Nas visitas rotineiras ao oftalmologista é indispensável que as pessoas tirem a pressão ocular
O aumento da expectativa de vida da população tem criado uma nova demanda: envelhecer com qualidade de vida. A comunidade médica mundial tem se dedicado ao assunto, como é o caso dos oftalmologistas Marcela Cypel e Rubens Belfort Júnior, do Instituto da Visão do Departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que ganharam o Prêmio Jabuti 2009, na categoria Ciências Naturais e Ciências da Saúde, com o livro Oftalmogeriatria (Editora Roca, 456 páginas, R$ 290), lançado em 2008.

Primeira do gênero lançada no mercado brasileiro, a publicação é destinada a oftalmologistas, clínicos geral, geriatras e gerontólogos. “No mundo, o envelhecimento é o grande desafio da medicina atualmente. E os olhos são a grande demanda”, disse Belfort. Isso porque o idoso, quando não enxerga, perde a independência, a mobilidade e a comunicação.

O livro, segundo ele, tem o objetivo de mostrar como prevenir e lidar com as doenças mais comuns que limitam a visão em pessoas acima de 65 anos. “É preciso, por exemplo, pensar no idoso que toma mais de dez medicamentos por dia ou que já não possui boa memória, por isso a receita deve ser recebida e entendida por quem cuida dele”, disse. Confira algumas dicas do oftalmologista para envelhecer com qualidade de vida no quesito visão:

- Nas visitas rotineiras ao oftalmologista, é indispensável que as pessoas com mais de 50 anos tirem a pressão ocular e façam exame de retina para diagnosticar possíveis doenças da mácula (que causam alteração no centro da visão) e glaucoma (quando se perde campo visual ou visão periférica pela morte das células do nervo óptico), que são irreversíveis. No primeiro caso, o tratamento é feito com injeções no olho; no segundo, com colírios, mas, se o paciente não responder, a opção é a cirurgia.

- A catarata é uma doença reversível. Mas o único tratamento é a cirurgia, já que não existem colírios nem tratamentos cientificamente comprovados que impeçam seu avanço. A cirurgia é recomendada quando o problema incomoda o paciente e tem ótimos resultados: até 99% de sucesso.

- Quem tem acima de 65 anos pode fazer um autoexame simples em casa. Feche um dos olhos e avalie a visão de perto, depois compare com o outro olho. Se vir manchas ou palavras e letras deformadas (metamorfopsia) é o primeiro sinal de degeneração macular (DMRI), alteração mais freqüente após os 60 anos e principal causa de cegueira irreversível nessa fase da vida nos países desenvolvidos. Nesse caso, procure um oftalmologista o mais rápido possível.

- Portadores de doenças da mácula devem evitar fumo e incluir vegetais ricos em luteína (milho, repolho, espinafre) na alimentação. Pesquisas mostram esse antioxidante natural ajuda a prevenir o problema.

- 10% dos pacientes diabéticos podem desenvolver a retinopatia diabética, que leva à cegueira se não for tratada. Quanto maior o tempo da doença, maior a chance de desenvolver alterações visuais. A boa notícia é que o médico pode detectar os problemas e tratá-los antes que o paciente fique cego. O tratamento pode ser com laser, aplicação de medicamentos específicos dentro do olho ou cirurgia, dependendo do caso.

Fonte: Terra –

Idosos não tomam banho por medo de cair

Pessoas da terceira idade com mobilidade reduzida evitam fazer atividades
Um levantamento do Hospital das Clínicas mostra que 50% dos idosos que procuram o Ambulatório de Prevenção do Risco de Quedas do HC têm mais receio de cair durante o banho do que em qualquer outra ocasião. Segundo eles, um recinto fechado e escorregadio acentuam o medo da queda.

Os músculos frágeis, a mobilidade reduzida e a dificuldade de curar lesões são os principais motivos que levam os idosos a não tomarem banho diariamente.

Wilson Jacob, professor titular da especialidade de Geriatria do HC acredita que os idosos arrumam desculpas para esconder que tem medo de cair.
- Argumentos como o dia estar frio ou indisposição são usados para adiar o banho.

As quedas na terceira idade têm um alto impacto na saúde pública, pois requerem intervenções caras e que diminuem a autoestima da pessoa, que passa a não ter mais confiança em si.
- O idoso que caiu sempre terá medo de cair outra vez, tornando-se um cidadão de alta vulnerabilidade. Muitos acabam nem saindo mais de casa.

De acordo com este mesmo levantamento, 70% dos idosos que já tiveram uma queda também têm medo de caminhar por pisos irregulares.

Para diminuir o receio e assegurar uma boa qualidade de vida a essas pessoas, o Ambulatório do HC conta com uma equipe multidisciplinar composta por médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Estes especialistas realizam um trabalho para adequar os idosos ao meio ambiente.

No ambulatório, os idosos fazem exercícios para o fortalecimento da musculatura, recebem orientações do melhor calçado para utilizar e, quando necessário, aprendem a usar apoios para se locomover.
- Ajuste de óculos e orientações sobre a iluminação ideal para cada ambiente também estão na programação do Ambulatório.

As atividades do Ambulatório de Prevenção do Risco de Quedas começaram no início de 2009 e são feitas duas vezes por semana.
Fonte: Portal MS

Importância do PSA

Autor(es): FERNANDO VAZ
O Globo – 06/10/2009

Poucos exames na história da medicina tiveram tanta repercussão na sociedade como a descoberta do antígeno específico da próstata — em inglês, PSA, Prostatic Specific Antigen — e modificaram tanto a prática de uma especialidade como a sua utilização em larga escala na prática clínica.

Na verdade, o PSA é certamente o melhor marcador já empregado na oncologia humana e uma das ferramentas mais poderosas de que dispõe a urologia moderna. Mas… como toda ferramenta poderosa, se utilizado indevidamente, pode produzir mais danos do que benefícios e fazer mais mal do que bem. É preciso manter em mente que, como qualquer exame, ele é apenas um indicador e a sua utilidade será tanto maior quanto maior for o conhecimento, a experiência clínica e, por que não dizer, o bom senso do médico que o está utilizando.

Vejo muitos pacientes, às vezes casais de idade, com lágrimas nos olhos, atormentados por um exame de sangue que revelou um nível elevado de PSA, mas que não terá o menor significado na vida daquele indivíduo, e que a rigor não precisaria ser valorizado.

O médico precisa ter sempre em mente a real utilidade do exame solicitado ou trazido pelo paciente. A meu ver as principais utilidades da dosagem do PSA são as seguintes: Primeiro de tudo, avaliar e acompanhar a eficiência de um tratamento para câncer de próstata ao qual um paciente foi ou está sendo submetido. A variação dos níveis de PSA permitirá ao clínico modificar ou introduzir novos tratamentos, de acordo com a necessidade clínica, ou mesmo suspender por algum tempo ou para o resto da vida do paciente terapias com efeitos colaterais. Isso sem contar o fato de que em alguns casos a simples combinação de dosagem do PSA com o exame clínico poderá retardar por anos o início de um tratamento que terá um efeito adverso na qualidade de vida de um homem maduro ou idoso.

Outra utilidade, não tão precisa mas já comprovada, é o acompanhamento de pacientes acometidos de lesões benignas da próstata e a previsão de sua evolução.

Acompanhando as variações do antígeno, às vezes é possível prever quais os pacientes que evoluirão para a retenção da urina e instituir algum tipo de tratamento antes que isto ocorra.

Finalmente, a dosagem do PSA sérico pode ser utilizada em uma população para determinar quem está em risco de desenvolver (ou já tem ) um tumor da próstata que ameaça a sua vida. E é justamente nesta situação que tal dosagem deve ser utilizada com o maior critério possível, e todos — médicos generalistas, pacientes e urologistas — devem agir com extremo bom senso. É, por assim dizer, inexorável que, vivendo o bastante, todos os homens desenvolverão o câncer na próstata, cataratas, surdez, problemas na coluna e outros males. Mas só uma minoria irá necessitar de tratamento curativo dessa doença. Esses tratamentos, mesmo quando bem feitos, podem influir negativamente na qualidade de vida das pessoas.

Por outro lado, uma vez submetidos a uma biópsia prostática e com o diagnóstico de câncer nas mãos, muito poucos homens são capazes de não se desesperar e tentar retirar ou eliminar o mais brevemente possível as “células malignas”da sua próstata, seja por cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou outros métodos disponíveis, que às vezes são friamente apresentados pelos seus médicos.

Na minha opinião, primeiro não é preciso biopsiar todos os homens que apresentam níveis elevados de PSA, e depois, mesmo quando confirmado o diagnóstico, muitos não necessitam de tratamento algum ou só precisam de um tratamento pouco agressivo que lhes permita terminar a vida em paz, como fariam se soubessem que têm cataratas, hipertensão, diabetes ou outras doenças próprias da idade.

Não há, na minha mente, e na dos que se dedicam a tratar pacientes com câncer na próstata, dúvidas de que a dosagem do PSA como método de avaliação de indivíduos do sexo masculino na idade em que surge esse câncer salva vidas e é um excelente exame. Essa doença, contudo, aparece sob várias formas, com diferentes graus de agressividade e evolução e estes fatos têm obrigatoriamente que ser levados em conta por quem os trata.

O meu conselho final aos homens é: escolham um médico competente, em quem confiem, e deixem que ele decida se é necessário dosar o seu PSA, fazer uma biópsia da sua próstata e principalmente se é preciso tratar e como tratar um resultado positivo. Vocês viverão melhor e sofrerão menos. E como em todos os campos da medicina, nada substitui a experiência

Família colabora no dia a dia

Nilce Teresinha Amorim, 79 anos, convive com o Alzheimer há sete anos. No começo, parecia apenas distração. Nilce, dentista aposentada, estava sempre distante, o que chamou a atenção dos filhos. Encaminhada a um médico, acabou recebendo o diagnóstico.

O primeiro remédio provocou fortes efeitos colaterais e Nilce teve de trocar de medicação e especialista. Hoje, a doença perdeu força e ela mantém uma boa qualidade de vida. Consegue dar conta das tarefas domésticas e todos os dias passeia com o cachorro Willy. Mas a doença está presente. “Colocamos bilhetes bem grandes: um dá as coordenadas de como ligar a TV, outro lembra os horários das caminhadas”, conta a filha Sheila Amorim.

Até agora, a família conta dois eventos marcantes: o fogão esquecido aceso e a vez em que Nilce ficou duas horas em um cartório, esperando uma das filhas, sem ninguém saber que estava lá. Agora, ela está autorizada a caminhar desacompanhada apenas até a esquina de casa. “Sei das limitações. Minha estratégia para viver bem é não pensar na doença, apenas me preparar para enfrentá-la”, conta a paciente.

SINAIS DE ALERTA

Não pense que “caducar” é uma falha normal que surge com o avanço da idade. Se você ou um familiar apresentarem uma ou mais das características abaixo, um médico deve ser consultado.

1 Problemas de memória que trazem prejuízo e atrapalham as atividades diárias. Por exemplo, o idoso esquece frequentemente onde deixou as chaves.
2 Costuma colocar os objetos nos lugares errados: copos e talheres na estante de livros ou na bolsa de pertences pessoais.

3 A comunicação torna-se uma atividade difícil e a pessoa não consegue se expressar ou entender corretamente o que os outros estão dizendo.

4 Perda da orientação no tempo e no espaço. O paciente se perde com frequência quando está passeando na rua ou não sabe em que dia da semana está.

5 O paciente fica muito tempo parado e não toma mais a iniciativa para realizar atividades de que sempre gostou, como ler ou assistir a jogos de futebol na TV.

6 Tarefas diárias e rotineiras, como almoçar sozinho ou mesmo tomar banho, tornam-se difíceis.

7 Perda da capacidade de juízo e crítica – a pessoa não consegue mais emitir opiniões coerentes sobre um assunto.

8 O paciente fica com o raciocínio mais lento e confuso, misturando nomes e eventos do passado.

9 O transtorno de comportamento é um sinal forte. Por exemplo: sair de um momento de alegria para uma agressividade.

10 Mudança na personalidade. O paciente que costumava ser uma pessoa atenciosa e amável torna-se mal-humorado e rabugento.

Fonte: A Notícia/SC

Dia Nacional do Idoso

Metade dos nascidos hoje em países ricos viverá 100 anos

Mais da metade das crianças nascidas no século XXI nos países desenvolvidos superará a barreira dos 100 anos, caso a evolução da expectativa de vida continue aumentando na mesma proporção atual.

Em estudo publicado pela revista científica “The Lancet”, a equipe dirigida pelo professor Kaare Christensen, do Centro de Pesquisa Dinamarquês do Envelhecimento, afirma que os nascidos a partir de 2000 não só viverão mais, mas terão menos problemas físicos.

Durante o século XX, a expectativa de vida nos países ricos aumentou em três décadas e, se a tendência se mantiver, em breve a maior parte da população viverá mais de 100 anos, já que não existem sinais de arrefecimento desde 1840.

Os autores do estudo questionam também a crença habitual de que os idosos de 85 anos só vivem graças a um enorme custo econômico derivado da ajuda médica que recebem, e destacam que a longevidade excepcional não tem razão para estar relacionada com um nível de incapacidade elevado.

Os cientistas apresentam o que chamam de “provas preliminares” de que ampliar a vida laboral – o que aparece como opção em um futuro próximo para garantir a sustentabilidade do sistema de pensões – pode ser beneficente para a saúde com algumas pequenas mudanças.

“Se as pessoas de 60 anos ou até as de 70 trabalharem mais tempo do que fazem atualmente, a maioria das pessoas poderia trabalhar menos horas por semana. Há evidências que indicam que com uma menor carga semanal, mas com uma vida laboral mais longa, seria possível aumentar a expectativa de vida e melhorar a saúde da população”, explicam.

Fonte: Jornal de Brasília

Daqui a 20 anos, Brasil será um país de muito idosos, com 80 anos ou mais

Autor(es): Cássia Almeida – O Globo

A forte e rápida queda na taxa da fecundidade vai fazer a pirâmide etária virar de cabeça para baixo. A população muito idosa (80 anos ou mais) vai crescer 6% ao ano, no mesmo momento em que a população total brasileira começa a diminuir, em 2030. Esses cálculos foram feitos pela pesquisadora Ana Amélia Camarano do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ao se debruçar nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2008), divulgada no fim do mês passado.

— Nos anos 80, projetávamos que a população brasileira chegaria a 200 milhões no ano 2000. Com a queda na taxa de fecundidade, atualmente em 1,8 filho por mulher, devemos alcançar esse número em 2020. E se a fecundidade continuar caindo, talvez nem chegue a isso — disse Ana Amélia ao divulgar o estudo.

A população brasileira atual é de 190 milhões. Deve chegar a 206,8 milhões em 2030, caindo para 204,7 milhões dez anos depois. Nesse futuro próximo, a população de 80 anos ou mais já estará crescendo 6% ao ano (atualmente aumenta 4% por ano). Enquanto isso, a faixa entre 15 a 29 anos começa a diminuir já no ano que vem.

— Isso terá impacto direto na previdência social e no mercado de trabalho. É preciso manter essa população ativa um maior número de anos. Temse que investir em saúde ocupacional e combater o preconceito com o trabalho de idosos.

Em 2030, teremos a composição etária do Japão de hoje.

Só metade das famílias são ‘tradicionais’ Até a desigualdade regional e de renda na fecundidade vem diminuindo rápido, segundo Ana Amélia. A diferença em 1992 de 2,2 filhos do Nordeste para o Sudeste, caiu para 0,5 em 2008. E na renda, o mesmo processo. A diferença no tamanho da família foi de 3,4 filhos para 2,2 filhos entre as mais pobres e as mais ricas.

Até mesmo a fecundidade das adolescentes (de 15 a 19 anos), que vinha em alta até o ano 2000, vem caindo: — Porém, cresceu o número meninas mães que moram com os pais ou avós.

Nesse Brasil onde as famílias têm menos filhos, o papel social da mulher mudou muito com a entrada dela no mercado de trabalho e o aumento da escolaridade. O tradicional arranjo familiar do casal com filhos vem aos poucos perdendo espaço e rápido. Há 16 anos, imperava com larga vantagem, com 62,8% das famílias.

Em 2008, caiu para 50,5%.

— Nesses arranjos, a mulher assume a chefia da família. Ela já responde por 40% da renda familiar. E, já, já, chega a 50% Sem previdência, mais 17 milhões de indigentes Menos filhos, mais renda, mais escolaridade. Apesar de todos esses avanços nos últimos anos, a mulher ainda não conseguiu igualdade de condições no trabalho doméstico.

Ela assumiu a posição de provedora, sem deixar de ser a cuidadora da família. Assim, a mulher que trabalha gasta 20,9 horas semanais com a casa, enquanto os homens dedicam apenas 9,2 horas.

No mesmo estudo sobre os números da Pnad, Leonardo Alves Rangel mostrou o peso da Previdência Social na redução da pobreza e da indigência.

Ele calculou o total de pessoas que viviam com um quarto do salário mínimo, sem considerar os que recebem benefícios previdenciários: — Teríamos mais 17,3 milhões de indigentes e mais 20,9 milhões de pobres (com renda per capita de meio mínimo).

Isso mostra o papel da previdência na redução da indigência e da pobreza.

E a cobertura vem aumentando.

São 60% da força de trabalho brasileira que estão cobertos pela Previdência Social. Mesmo assim, ainda há 33,2% de trabalhadores informais.

Dia do Idoso no Japão

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(Foto: AFP)

Idosos fazem exercícios em rua em Tóquio, no Japão, nesta segunda-feira, dia do Respeito ao Idoso no país. O Japão tem uma das populações mais velhas do mundo: entre as mulheres, uma em cada quatro tem mais de 65 anos.

Fonte: Veja Online

O que pensa o idoso brasileiro

Pesquisa revela que brasileiros mais velhos temem a solidão e que homens sofrem mais com a aposentadoria

Por Elisa Campos – Época Negócios

Brasil terá 64 milhões de idosos em 2050Em 2010, 10% da população brasileira será composta por idosos e a expectativa de vida no país alcançará 73,4 anos. Uma enorme diferença em relação a 1980, quando apenas 6% dos brasileiros eram idosos e a expectativa não ultrapassava 62,6 anos. Mas pouco na comparação com o que se espera para 2050, quando os idosos representarão 30% da população, ou 64 milhões, e a expectativa de vida alcançará os 81,3 anos. Mas quem é o idoso brasileiro?

Segundo pesquisa apresentada nesta quinta-feira (01/10), Dia Internacional do Idoso, pelo Bradesco Seguros e Previdência, a maioria dos idosos brasileiros tem orgulho e satisfação de ter chegado onde estão, tendo superado desafios e criado seus filhos.

A aposentadoria representa para eles um divisor de águas. “É como se eles tivessem a sensação de que o dever foi cumprido e que agora é a hora de aproveitar a vida”, afirma Jorge Nasser, diretor-executivo do Bradesco Seguros e Previdência.

Mas essa fase da vida não é feita só de conquistas. Ela vem acompanhada por uma redução drástica dos rendimentos da família e da necessidade da “invenção” de uma nova rotina.

Essa situação, segundo apontou a pesquisa, costuma ser mais difícil para os homens. Eles se ressentem mais com a perda de status financeiro. “Ele vê seu papel de provedor acabar”, explica Nasser. Além disso, os homens têm maior dificuldade para se socializar.

Já as mulheres se revelam mais joviais e com mais energia, conseguindo se integrar mais na sociedade, estabelecendo mais facilmente grupos de amigos.

Solidão
Os maiores medos enfrentados nessa etapa da vida são a falta de recursos financeiros, a solidão e as doenças. Os idosos, de modo geral, não acreditam que contarão com a ajuda dos filhos na velhice e tendem a carregar um certo amargor por isso.

De acordo com o levantamento, eles consideram o porteiro seu melhor amigo. “Os idosos vêem neles alguém que está lá na hora em que eles precisam, que pode ajudá-los com tarefas extras como levar as compras do supermercado e em quem podem confiar”, fala o diretor-executivo.

Levando em consideração essa realidade, o Bradesco Seguros e Previdência irá lançar em novembro o projeto piloto do programa Amigo do Idoso. A iniciativa começará nos bairros de Higienópolis, em São Paulo, e Copacabana, no Rio de Janeiro.

Pelo Programa de Aperfeiçoamento Profissional de Porteiros de Condomínios, os profissionais serão capacitados para lidar e ajudar os idosos. O curso, que será gratuito, terá 16 horas de duração e classes de até 30 porteiros. As primeiras turmas devem ser iniciadas em janeiro.

Quem sou eu?
Ser idoso para 53% dos mais velhos é ter que lidar com doenças físicas. Para 44% é ser mais experiente, para 33% ter mais tempo e para 20% ter que lidar com maus tratos e desrespeito, aponta outra pesquisa do Bradesco Seguro e Previdência, realizada com 1, 2 mil entrevistados.

A maioria concorda que o idoso não é respeitado no Brasil, 80% dizem que “a sociedade ainda não está preparada para o idoso”.

Para 59% dos idosos, os parentes acabam mesmo se esquecendo deles. Os que mais concordam com essa frase são os homens (62%) e a classe C (64%).

A falta de dinheiro (37%), de tempo (29%) e de saúde (20%) são os principais motivos apontados que impedem os idosos de fazerem mais o que gostam. Segundo a pesquisa, 37% querem viajar mais a lazer, 4% querem sair para dançar ou ir à academia, enquanto 3% querem trabalhar.

Morre o mais idoso congressista em atividade no país

Foto: José Varella/CB/D.A Press - 19/11/04

Foto: José Varella/CB/D.A Press - 19/11/04

O deputado Alberto Silva (PMDB-PI), o mais idoso congressista em atividade no país, morreu na madrugada de ontem, aos 90 anos. O parlamentar, que estava internado no Hospital Brasília, faleceu de insuficiência respiratória, provocada pelo agravamento de uma pneumonia e complicações decorrentes de um câncer de próstata.
Engenheiro civil e mecânico, Alberto Silva faria 91 anos em 10 de novembro, estava em seu segundo mandato, também foi duas vezes governador do Piauí (1971-1975 e 1987-1991), senador (1979-1987 e 1999-2000), prefeito da Parnaíba (1948-1950 e 1954-1958) e uma vez deputado estadual (1951).
fonte: Correio Braziliense

Primeiro lote de novo tratamento para tuberculose chega ao Brasil

Jornal de Brasília – 29/09/2009

A primeira remessa do novo remédio para o tratamento de tuberculose chegou ao Brasil, conforme foi anunciado em agosto pelo coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Draurio Barreira. Os comprimidos, fabricados por um laboratório indiano, serão distribuídos aos estados no próximo mês.
De acordo com o Ministério da Saúde, a vantagem do tratamento chamado de dose fixa combinada (DFC) é o aumento da efetividade e a eficácia da terapia, com a inclusão de uma quarta substância em um mesmo comprimido. A terapia, também conhecida como “quatro em um”, reduz o abandono ao tratamento e melhora a adesão dos doentes.

A primeira remessa contém 10 milhões de comprimidos, o suficiente para tratar 100 mil novos casos da doença. Um novo lote com a mesma quantidade chegará ao país em fevereiro de 2010. O ministério gastou US$ 6 milhões na compra do medicamento.

Para a implementação do tratamento, coordenadores dos programas de controle da tuberculose de todo o país receberam orientações sobre o novo esquema terapêutico. As secretarias estaduais de Saúde (SES) vão mapear quantas unidades receberão o novo tratamento.

Cada comprimido contém rifampicina (150mg), isoniazida (75mg), pyrazinamida (400mg) e etambutol (275mg), medicamentos que atuam na eliminação do bacilo de Koch, causador da tuberculose. O novo esquema terapêutico será usado nos dois primeiros meses dos novos tratamentos, a partir da implantação no Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes que já estão em tratamento deverão manter a prescrição inicial.

O restante da terapia, que dura mais quatro meses, será feita com as drogas usadas atualmente. O ministério informa que duas das quatro drogas continuarão em uso no mesmo comprimido, conhecido como “dois em um”. Portanto, tanto os novos quanto os antigos pacientes cumprirão o mesmo esquema terapêutico nos últimos quatro meses de tratamento.

A tuberculose é causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), que afeta vários órgãos, mas principalmente os pulmões. Os sintomas são tosse prolongada, cansaço, emagrecimento, febre e sudorese noturna. O bacilo é transmitido pelo ar, quando o paciente tosse, fala ou espirra. Em 1993, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a tuberculose como uma emergência global.

Planos de Saúde (1) – Jornal O Dia

- As 10 ações para a garantia dos direitos nos planos de saúde

Levantamento de ‘O DIA’ revela sentenças do Superior Tribunal de Justiça que protegem os pacientes na hora em que mais precisam dos convênios particulares. Guia pode auxiliar em casos de restrições abusivas no atendimento

Rio – Quando o assunto é saúde, nem sempre a letra fria do contrato é o que vale. Clientes de planos que têm atendimento negado por causa de cláusulas polêmicas vêm recorrendo à Justiça nos últimos anos para garantir seus direitos. Além de liminares atenderem casos de urgência, muitos processos são julgados contra os planos em última instância pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O DIA levantou dez pontos já pacificados pelo Judiciário.

O guia para ser guardado serve de arma para o segurado.

Nilson de Oliveira só conseguiu ser operado depois de liminar na JustiçaUma das maiores fontes de conflito entre clientes e planos de saúde está na aplicação da Lei 9.656/98. As seguradoras alegam que os contratos anteriores a 1999 não são regidos por ela e até conseguiram liminar no Supremo Tribunal Federal para não aplicá-la nesses casos. No entanto, com base no Código de Defesa do Consumidor, a Justiça tem dado ganho de causa aos clientes quando considera a restrição abusiva.

Exemplo cada vez mais comum de recusa dos planos em socorrer seus clientes está na colocação de peças no organismo para corrigir problemas no funcionamento ou fraturas. As seguradoras alegam que tais instrumentos são equivalentes a próteses, como braços ou pernas mecânicos. Outras vezes tentam obrigar médicos a usarem material nacional, que nem sempre é adequado.

Segurado que pediu para não ser identificado conta que estava na mesa de cirurgia com o peito aberto para colocar prótese no coração quando foi avisado de que o plano não pagaria: “Tive que voltar para casa e recorrer à Justiça. Graças a Deus, obtive uma liminar”.

Outro problema enfrentado pelos segurados ocorre na hora em que mais precisam. Por causa do alto custo, algumas seguradoras evitam pagar as internações ou tentam limitá-las. Quando o quarto é de UTI, a situação se agrava. O STJ tem sido taxativo ao sentenciar que não pode haver nenhuma restrição ao tratamento.

Idoso sofre no atendimento e no bolso

Outro ponto que tem gerado enxurrada de ações na Justiça é o reajuste da mensalidade para quem completa 60 anos. O presente de grego das seguradoras consiste em aumentos de até 200%, que são cancelados pela Justiça com base no Estatuto do
Idoso. O STJ já reconheceu que ele protege todas as pessoas que completaram tal idade após 3 de outubro de 2003, quando entrou em vigor.

Grande parte dos casos de desrespeito vai parar na Defensoria Pública, que tem o 0800-2852279 para esclarecer dúvidas. Coordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria, Lincoln Lamellas explica que já ficou claro para a Justiça que os planos não podem privar segurados dos avanços da medicina. “O plano não presta serviço médico. Faz apenas intermediação. Deve prevalecer o diagnóstico médico”, diz o defensor público.

A advogada Heloísa Mascarenhas, da Anacont, ressalta como exemplos de desrespeito negar colocação de lente após cirurgia de catarata e redução de estômago para quem tem obesidade mórbida: “Tem quem chega a pedir dinheiro emprestado para acabar com o sofrimento, mas precisa pedir ressarcimento pela Justiça”, afirma.

Médicos reclamam, mas planos contestam críticas

O mercado de saúde complementar é perverso para médicos e pacientes, na avaliação do presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze. Além da recusa em pagar por procedimentos e materiais e do reajuste na cobrança ao usuário, a categoria reclama dos valores pagos aos profissionais. “Os médicos são os últimos a ser ouvidos”, avalia.

Sergio Vieira, diretor regional da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa várias operadoras, responde que médicos não são obrigados a se credenciar e que o valor é compatível com o cobrado do usuário. De acordo com ele, os planos trabalham para reduzir custos sem afetar a qualidade.

“Nós buscamos o diálogo e a melhoria do atendimento com campanhas e estímulo à prevenção de doenças. É nosso interesse que beneficiários e prestadores sejam bem tratados”, diz.
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Reportagem de Michel Alecrim e Tamara Menezes

Planos de Saúde (2) – Jornal O Dia

Ministério Público revê regulamento do setor

MP Federal cria grupo de trabalho e encontra falhas na fiscalização dos planos de saúde, além de queda na qualidade do atendimento

Rio – Os problemas que afligem segurados de planos de saúde bateram à porta do Ministério Público Federal, que criou um grupo de trabalho para estudar as principais falhas do setor. Deficiências na fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), grande número de ações na Justiça e queda na qualidade do atendimento são os principais temas. Os procuradores também analisam o critério de reajuste de contratos particulares, que corresponde à média dos contratos coletivos.

O procurador da República em Caxias do Sul (RS) Fabiano de Moraes acredita que a população ignora o papel da ANS e as formas de registrar queixas na agência que, para ele, deveria estar mais aberta para ouvir. Ele defende uma inversão na lógica dos planos. Em vez de economizar com restrições ao atendimento, deveriam investir mais na prevenção. “Não adianta cuidar da pessoa só quando fica doente. Hipertensão e diabetes, por exemplo, são muito comuns e seu agravamento sai caro para o plano”, afirma o procurador.

Moraes também reclama da falta de regulamentação em planos coletivos. Apesar de tratarem de contratos entre pessoas jurídicas, para ele, deveria haver mais critério.

Segundo o promotor de Direito do Consumidor do MP do Rio, Rodrigo Terra, o descredenciamento de hospitais e clínicas é um problema grave que afeta usuários principalmente nos planos mais baratos. Apesar de pagarem as mensalidades, os segurados não encontram todo atendimento de que precisam. “Alguns planos atraem grande clientela oferecendo mensalidades em torno de R$ 50. Depois, não têm condições de manter os serviços. Atrasam os pagamentos e acabam reduzindo muito a rede credenciada”, constata.

O MP não atua em casos individuais, mas pode ir à Justiça quando percebe que infrações ocorrem repetidamente. Em casos de urgência, os advogados recorrem ao Poder Judiciário, seja em seu horário normal de funcionamento ou no plantão, para tentar obter liminar e garantir atendimento.

A aposentada Jacira Santana Rodrigues, 71, esperou dois meses sentindo dor por causa da fratura no maxilar após uma queda. Foi a intervenção da Justiça que garantiu a operação. “Nem os analgésicos resolviam”, conta ela.

Ações judiciais não são o único caminho. A conciliação pode ser mais rápida com ajuda de órgãos de defesa do consumidor como o Procon, Anacont e Idec. A ANS mantém o telefone gratuito 0800 701 9656 para receber denúncias e dar orientações. Problemas com médicos devem ser denunciados ao Conselho Regional.

Planos de Saúde (3) – Jornal O Dia

Saúde paga: muito próxima da precarização vivida no SUS

Para especialistas, planos priorizam clientes sem oferecer médicos a contento. Clínicas atendem melhor quem paga à vista

Rio – Órgãos de defesa do consumidor denunciam que os planos privilegiam a quantidade de clientes sem oferecer médicos credenciados na escala necessária. Demora para marcar consulta, atendimento em tempo exíguo e pouca atenção do médico são as consequências mais comuns do problema e fazem lembrar mazelas do Sistema Único de Saúde, apesar do serviço ser regiamente pago.

Em alguns consultórios, médicos há até tratamento diferenciado: quem paga em dinheiro é atendido mais rapidamente. Em conhecida clínica de especializada do Rio, a discriminação foi institucionalizada na sala de espera, com painéis de chamada separados. Para o Idec (Instituto de defesa do Consumidor), a situação é inadmissível. “Não se pode diferenciar por causa da forma de pagamento. Qualidade é obrigação do prestador de serviço”, diz Daniela Trettel, consultora da entidade.

A coordenadora de Saúde Suplementar do Conselho Regional de Medicina (Cremerj) conta que, sem reajuste e com custos crescentes, médicos atendem mais pacientes em menos tempo para receber o mesmo valor. Ela diz que os convênios se recusam a pagar se o paciente se consultar mais de uma vez em um mês. “O plano não diz isso ao paciente, mas deixa de pagar ao médico. E se reclamar, ele acaba descredenciado. A ANS não faz nada sobre isso”, acusa.

Jorge Darze, do Sindicato dos Médicos, considera que as falhas no atendimento são localizadas e que o atendimento manteve a mesma qualidade. “Devemos dar ao paciente o que houver de melhor em atenção e tecnologia. Fora disso, são exceções”, argumenta.

Para a ANS, o valor pago pelas consultas não deve influenciar o atendimento. Selma do Amaral, do Procon-SP, aponta que a legislação deixa margem para interpretações particulares. A advogada destaca que a regulamentação criou uma pluralidade de contratos que deixam o cliente perdido na hora de fiscalizar. Entre os pontos polêmicos, ela indica a exclusão de doenças relacionadas ao trabalho das coberturas e a limitação às internações de emergência no período de carência. A ANS informou que está rediscutindo esses pontos.

Contratos anteriores a 1999 mais expostos

Quem mais sofre com os planos são clientes anteriores a 1999. Ainda hoje, cerca de 2 milhões de pessoas resistem a trocar de contrato porque a atualização amplia a cobertura, mas também pode elevar o preço.
A ANS debate, a partir de outubro, um programa para estimular a migração com condições favoráveis para reduzir ações na Justiça.
Para cuidar da qualidade, a ANS compara os planos, segundo dados de atenção à saúde, informações financeiras, rede assistencial e satisfação do consumidor. Anualmente, a agência publica ranking com avaliações. O diretor de Normas e Habilitação da ANS, Alfredo Cardoso, esclarece que todas as operadoras seguem padrões exigidos para o atendimento, e que a comparação é feita segundo metas estipuladas. “A rede de assistência teve mais peso para estimular que os convênios invistam, mas os critérios podem ser revistos”, diz. Ele explica que a ANS interpela os planos sempre que encontra problemas técnicos, e a pena pode ser a liquidação.

A História de Alzheimer

Alois Alzheimer: entre pacientes, lâminas e microscópios

August D., que sempre fora uma mulher saudável, educada e um pouco tímida, foi internada no Hospital Municipal de Lunáticos e Epiléticos de Frankfurt no dia 25 de novembro de 1901, aos 51 anos. Entrevistado pelo médico que a atendeu, seu marido contou que os problemas haviam começado seis meses antes com uma súbita e escandalosa crise de ciúme seguida de perda progressiva da memória.

August D., a primeira paciente

August D., a primeira paciente

Aos poucos August foi se tornando ansiosa e hostil. Por se tratar de um caso incomum, o jovem médico avisou o diretor do hospital. Na época a Alemanha era um lugar privilegiado para quem quisesse se dedicar ao estudo das doenças mentais. Não por acaso, a trajetória de Alzheimer foi marcada pela convivência com alguns notáveis, entre eles o patologista e anatomista que cunhou o termo neurônio Heinrich Wilhelm Gottfried Waldeyer-Hartz (1836-1921), seu professor na Universidade de Berlim. Em Würzburg, onde terminou a faculdade de medicina em 1888, Alzheimer defendeu a tese intitulada “Sobre as glândulas ceruminosas do ouvido” sob orientação de Rudolf Albert von Kolliker (1817-1905), lembrado hoje por suas grandes contribuições para a histologia, a ciência que estuda tecidos e células. A paixão por lâminas e microscópios acompanharia Alzheimer por toda a vida.

Alois Alzheimer, cuidadoso e detalhista

Alois Alzheimer, cuidadoso e detalhista

Assim que se formou, foi trabalhar em Frankfurt como médico assistente no Hospital de Lunáticos e Epiléticos, então dirigido por Emil Sioli (1852-1922), entusiasta das idéias de Philippe Pinel (1745-1826) e de Jean-Marie Charcot (1825-1893). Ali encontrou o já famoso neuropatologista Franz Nissl (1860-1919), criador de uma técnica, usada até hoje, de análise histológica de neurônios: o método de Nissl. Não tardou para que Sioli, Alzheimer e Nissl transformassem a instituição em um sanatório de prestígio e substituíssem drogas e medidas coercitivas por ações humanizadas, como banhos terapêuticos e psicoterapia. Além disso, o trio deu início a pesquisas científicas de alto nível baseadas na análise do cérebro de pacientes que morriam no sanatório. Com elas, passaram a relacionar sintomas a alterações anatomopatológicas.

Cuidadoso e detalhista, Alzheimer ficou conhecido pela rara habilidade com que descrevia os achados microscópicos. Dedicava as manhãs ao atendimento aos doentes e passava as tardes no laboratório analisando lâminas de tecido cerebral obtido nas necropsias.
A parceria com Nissl, mais criativo e inquieto, foi completada pela disciplina e alto poder dedutivo de Alzheimer. Juntos realizaram um extenso mapeamento das doenças do sistema nervoso conhecidas na época, trabalho que deu origem ao tratado de seis volumes intitulado Estudos Histológicos e Histopatológicos do Córtex Cerebral, publicados entre 1906 e 1918. Além de contribuir decisivamente para a neurobiologia do envelhecimento, Alzheimer se dedicou ao estudo da epilepsia, do alcoolismo e da arteriosclerose cerebral e à psiquiatria forense.

Alzheimer acompanhou de perto o caso de August D. até 1903, quando se mudou para Heidelberg a convite de Emil Kraepelin (1856-1926), considerado um dos fundadores da psiquiatria moderna. Poucos meses depois, ambos se transferiram para a Clínica

Emil Kraepelin, pioneiro da psiquiatria e inimigo de Freud

Emil Kraepelin, pioneiro da psiquiatria e inimigo de Freud

Psiquiátrica Real, em Munique, hoje Instituto Max-Planck de Psiquiatria. Com a morte da paciente em abril de 1906, Sioli enviou cérebro e prontuário para que Alzheimer os examinasse. O caso foi apresentado no 37º Encontro de Psiquiatras do Sudoeste da Alemanha em novembro do mesmo ano, em Tübingen. A platéia recebeu os achados com frieza e cautela.

As lâminas do cérebro de August D. foram reanalisadas por alguns pesquisadores nos anos seguintes, que confirmaram o acúmulo de uma substância incomum no córtex cerebral − hoje conhecida como proteína betaamilóide. O caso de um segundo paciente, Johann F., aparentemente portador da mesma anomalia, foi descrito por Alzheimer em 1910. Convencido de que realmente estavam diante de uma nova patologia, no mesmo ano Kraepelin introduziu o termo doença de Alzheimer na oitava edição do seu Tratado de Psiquiatria.

Houve, entretanto, quem o criticasse pela pressa com que criara o novo epônimo − o que era de certa forma plausível. O homem que identificou a esquizofrenia e a psicose maníaco-depressiva foi também um político hábil e ferrenho opositor às idéias de Sigmund Freud (1856-1939), que floresciam não muito longe dali, em Viena. É provável que além das motivações científicas, Kraepelin desejasse com isso promover seu laboratório e, para se contrapor à teoria psicanalítica, reafirmar a importância dos mecanismos biológicos subjacentes a alguns quadros psiquiátricos.

Em 1912, Alzheimer aceitou o convite do rei da Prússia Guilherme II para dirigir a Clínica de Psiquiatria e Neurologia da Universidade Silesiana Friedrich-Wilhelm, em Wroclaw (hoje Breslau, Polônia). Na viagem de trem contraiu uma grave amidalite, que evoluiu para artrite reumatóide e problemas cardíacos e renais. Nunca mais recuperou a saúde e passou os anos seguintes na cama, até morrer em 1915, aos 51 anos.

As duas guerras mundiais, das quais a Alemanha saiu derrotada, contribuíram para que a descoberta de Alzheimer passasse despercebida até a década de 60, quando a maior expectativa de vida da população aumentou o número de casos da doença. Houve controvérsia entre médicos e pesquisadores, pois para muitos deles Alzheimer cometera equívocos, e as lesões descritas no início do século XX na verdade corresponderiam a outras doenças já conhecidas, como a demência vascular.

A polêmica só foi definitivamente resolvida na década de 90 graças ao notável trabalho investigativo do neuropatologista Manuel Graeber, do Instituto Max-Planck de Neurobiologia. Entre 1992 e 1997 ele encontrou as preparações histológicas do cérebro de August D. e de Johann F., até então esquecidas nos porões da Universidade de Munique. Ao todo são mais de 400 lâminas em ótimo estado de conservação, além de outros documentos que descrevem a história clínica desses pacientes. A doença de Alzheimer é hoje a forma mais comum de demência e um dos distúrbios neurológicos que mais concentram esforços de pesquisa, além da preocupação de profissionais da saúde, das famílias e da imprensa.

Esse texto foi publicado na revista Mente&Cérebro, edição 164, setembro de 2006.
Fonte: historiasdamedicina.blogspot.com

Dia Mundial da Pessoa com doença de Alzheimer

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Trabalhadores idosos passam a ser cobiçados

Autor(es): Liana Verdini – Correio Braziliense
Pesquisa Pnad revela crescimento de 12,9%, em 2007, para 13,4%, em 2008, no número de contratações de pessoas com 50 a 59 anos

As empresas estão ávidas por trabalhadores qualificados e experientes. E esta demanda está refletida na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados mostram que, na população ocupada, houve crescimento na participação dos grupos etários de 50 a 59 anos (de 12,9% em 2007 para 13,4% em 2008) e de 60 anos ou mais (de 6,6% para 6,9%). Foram 1,3 milhão de novos trabalhadores com 50 anos ou mais. O estudo também aponta que o contingente de pessoas ocupadas com 11 anos ou mais de estudo — o que corresponde ao Ensino Médio completo — registrou o maior crescimento no total da população ocupada. Em 2007, este grupo era de 39% e passou para 41,2% no ano passado, totalizando 38,1 milhões de pessoas.

Enquanto cresce a demanda por trabalhadores mais experientes, cai a inserção dos jovens no mercado de trabalho. A Pnad revela que em 2007, a participação de pessoas de 20 a 24 anos na população ocupada era de 12,2%. Um ano depois, este percentual havia caído para 11,9%. “O mercado está exigindo não apenas escolaridade, mas qualificação técnica e experiência”, constatou a economista do IBGE e analista da Pnad Adriana Beringuy. “E este é um fenômeno que está ocorrendo não apenas no Brasil, mas principalmente na Europa”, acrescentou.

Não à aposentadoria

Valter Farias nem pensava em deixar o emprego no posto de gasolina. Mas o medo das mudanças no plano Collor fez o maranhense pedir a aposentadoria aos 52 anos. “Se na época em que eu me aposentei eu tivesse a visão que tenho hoje, não tinha me aposentado. A aposentadoria vicia a pessoa”, disse. A vontade de voltar a trabalhar encontrou um obstáculo: a idade. Até que uma grande rede de supermercados abriu uma vaga para vigia e Valter retornou ao trabalho aos 57 anos. Hoje, Valter tem 69 anos e foi promovido a conferente de produtos. “A maior satisfação que eu tenho na minha vida é levantar cedo, pedir a Deus por um bom dia e ir para o trabalho”, contou.

Valter é uma das 92,4 milhões de pessoas ocupadas em 2008, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Deste contingente, 58,6% eram empregados; 7,2% eram trabalhadores domésticos; 20,2% eram trabalhadores por conta própria; 4,5%, empregadores; 5%, trabalhadores não remunerados; 4,5%, trabalhadores na produção para o próprio consumo e 0,1%, trabalhadores na construção para o próprio uso.

Somente no ano passado, foram 2,5 milhões de novas pessoas ingressando no mercado de trabalho. Isso provocou um aumento no número de contribuintes do sistema de previdência. Em 2008, a elevação foi de 5,9%, impulsionado, segundo o IBGE, pelo acréscimo do número de empregos com carteira de trabalho assinada, que passou de 33,1% para 34,5% da população ocupada.